Texto: Cláudia Gabardo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Ampliar as condições de atração de recursos e promover a autonomia das organizações da sociedade civil (OSCs) foram os objetivos do Conecta Parcerias, a série de sete encontros de formação promovidos em 2025 pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH). O órgão é uma das inovações da gestão Eduardo Pimentel para coordenar políticas públicas para o Terceiro Setor, além de crianças e adolescentes, pessoas idosas, migrantes, pessoas com deficiência e enfrentamento da dependência química.
Desde maio, com o encontro de abertura no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e pequenas Empresas (Sebrae PR), as sete edições do evento somaram 1.386 participantes.
“Nosso propósito foi e continuará sendo facilitar a execução do trabalho dedicado que cada organização faz, observando os critérios da legalidade, eficiência, transparência e agilidade. Nosso lema é cuidar para emancipar”, disse a secretária da SMDH, Amália Tortato.
As OSCs aderiram à proposta. “Queremos atender mais pessoas e ter uma sede própria, e entendemos que os conhecimentos que estamos adquirindo pode nos ajudar a realizar esses sonhos”, contou Rosimari Sampaio. Ela é uma das dirigentes do projeto União Solidária, que há 10 anos atende crianças e adolescentes com câncer e doenças raras na etapa pós-hospitalar, e participou de vários encontros.
A SMDH também lançou as versões impressa e digital do Guia de Desenvolvimento Humano – uma espécie de vitrine para facilitar o acesso do público a informações sobre o que é e como participar da Rede de Desenvolvimento Humano - e formalizou a contratação do Sistema e-Parcerias, para simplificação das relações governamentais com o Terceiro Setor.
Também nesse primeiro ano de atuação, a SMDH registra realizações em suas outras áreas de ação. Veja os destaques:
Criança e Adolescente
Com a intermediação da SMDH, o prefeito Eduardo Pimentel assinou o pacto pela infância Prefeito Amigo da Criança, da Fundação Abrinq. A seguir, foi instituída a Comissão Municipal Intersetorial encarregada de monitorar os resultados das ações para o segmento.
Em parceria com o Ippuc, está em andamento a estruturação do Observatório da Criança, ferramenta tecnológica que vai permitir mapear as ações ofertadas e os desafios a serem superados para melhorar a atenção ao segmento.
Migrantes
Representantes de 20 órgãos públicos e organizações de apoio a migrantes participaram, em setembro, da primeira reunião de trabalho da comissão encarregada de construir algo inédito em nível de município: a política migratória para Curitiba. Desde então, o grupo se reuniu três vezes para encaminhar as discussões.
A SMDH também apoiou, em junho, a 1ª Caminhada da População Migrante e Refugiada de Curitiba. O evento marcou a 40ª Semana do Migrante.
Venezuela, Cuba e Haiti lideram o movimento migratório na cidade. Segundo o DataMigra, do Observatório das Migrações Internacionais, os cubanos representam 93% dos 576 imigrantes que solicitaram refúgio em Curitiba no primeiro trimestre deste ano.
Pessoa com deficiência
O Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência conta, a partir de 2025, com o Núcleo Nilton Salvador, para qualificação das políticas de atendimento às pessoas autistas na cidade. O serviço homenageia o falecido ativista pelos direitos das pessoas autistas em Curitiba.
O serviço também promoveu quatro feiras de empregos, que contaram com a participação de mais de 100 organizações recrutadoras (entre empresas, órgãos públicos e entidades) e 150 candidatos. Destes, pelo menos metade foram contratados.
Além disso, o setor abriu quatro turmas para o Curso Básico de Libras (Língua Brasileira de Sinais) destinado a servidores da Prefeitura empenhados em melhorar o atendimento ao público surdo e que se comunica por sinais. Vinte participaram e estão aptos a interagir com pessoas surdas em nível básico.
Pessoa idosa
Curitiba encerra 2025 fazendo jus, por mais uma razão, ao título de Cidade Amiga da Pessoa Idosa. A partir deste ano, ela conta com três unidades regionais da Universidade Aberta à Pessoa Idosa (Unapi). Fruto de uma parceria com o governo estadual, as salas de aula da Unapi estão funcionando no Bairro Novo, Cajuru e Boa Vista – todas com mais alunos que os até 30 alunos por turma inicialmente projetado.
“Depois de 11 filhos e muito trabalho, olha eu aqui, aprendendo coisas novas, estudando o que eu nunca pude estudar. Sou muito feliz com a minha idade”, resume a ex-trabalhadora rural, parteira, cozinheira e cuidadora de idosos Olímpia Teodora dos Santos, de 87 anos e uma das primeiras alunas da Unapi Bairro Novo.
Também está em andamento a reformulação e a expansão dos antigos Centros de Atividades da Pessoa Idosa (Catis). Eles serão reformados e já estão dando lugar aos Espaços Conviver, que contarão com estrutura para oferecer novas atividades. Além disso, o Bairro Novo será o endereço da sexta unidade desses espaços. Ela vai funcionar na antiga Vila Tecnológica.
O anúncio da instalação do sexto Espaço Conviver foi feito pelo prefeito Eduardo Pimentel, em dezembro, ao abrir a edição inaugural do Encontro Municipal da Pessoa Idosa. O evento reuniu cerca de 600 pessoas 60+ no Ginásio da PUC/PR.
Políticas sobre drogas
A elaboração conjunta de um edital para oferta de vagas em comunidades terapêuticas interessadas em acolher pessoas em situação de dependência química encaminhadas pela Prefeitura começou a ser discutida, com a participação de cerca de 100 representantes da sociedade civil e governamentais que atuam na área. A parceria prevê o repasse de recursos entre as entidades que forem credenciadas.
Para o público das comunidades terapêuticas também foram organizados os Jogos Abertos da Liga da Superação. As provas reuniram mais de 300 atletas no campus Neoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
E na unidade da Prefeitura que acolhe pessoas no enfrentamento da dependência química, um novo ambiente que mescla horta, jardim e espaço de convivência cobriu o então árido terraço do local. É o Terraço Verde Mais. A transformação teve a participação dos moradores, que doaram o tempo em que não estão trabalhando ou estudando para semear canteiros e ajudar a montar o mobiliário. Sustentável, o espaço foi criado a partir de pallets de madeira.
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