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Descascar mais, desembalar menos

Veja algumas escolhas simples para comer melhor e sem gastar muito

Ano novo começa com alimentação saudável e economia em Curitiba. Foto: Isabella Mayer/SECOM (arquivo)

Com a chegada de 2026, metas como comer melhor, cuidar da saúde e manter uma rotina equilibrada voltam ao centro das atenções. Em Curitiba, esse caminho pode ser mais simples e mais barato do que parece. 

Para isso, a Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN) mantém equipamentos como os Armazéns e os Sacolões da Família e os Restaurantes Populares. Juntos, eles formam uma política pública voltada à segurança alimentar e nutricional, para garantir acesso à alimentação saudável, de qualidade e com preços acessíveis.


Comida de verdade no prato

Para a nutricionista e coordenadora técnica da SMSAN, Morgiana Maria Kormann, o início do ano é um bom momento para retomar hábitos simples, mas consistentes. Segundo ela, a chave está na regularidade e no uso consciente das estruturas que a cidade já oferece.

“Janeiro é um mês ideal para recalibrar o organismo. A orientação é sempre descascar mais e desembalar menos. Curitiba tem uma estrutura única que permite comprar frutas e verduras frescas nos Sacolões da Família e complementar a despensa com itens básicos de qualidade nos Armazéns da Família, muitas vezes com preços até 30% menores que no mercado comum”, explica.

Pequenas mudanças, grandes resultados

Morgiana reforça que uma rotina mais saudável também depende de escolhas diárias simples, como beber mais água, planejar as refeições e reduzir o consumo de ultraprocessados. E dá dicas:

  • Montar um prato colorido é uma estratégia prática para garantir variedade nutricional. “Quanto mais cores, maior a diversidade de vitaminas e minerais. Os Sacolões da Família oferecem essa variedade e ajudam o consumidor a incluir pelo menos três cores diferentes de vegetais nas refeições”, orienta.
  • A hidratação também merece atenção, especialmente nos dias mais quentes. Para quem tem dificuldade em beber água pura, Morgiana sugere alternativas naturais. “Águas aromatizadas com limão, hortelã ou gengibre, encontrados nas feiras e sacolões, ajudam a manter a hidratação sem recorrer a refrigerantes ou sucos artificiais. O importante é não adicionar açúcar.”
  • Outra dica é substituir produtos industrializados por preparações caseiras. “Molhos prontos costumam ter muito sódio e conservantes. Aproveitar a época do tomate e preparar o próprio molho em casa é mais saudável e econômico. Dá até para congelar em porções e facilitar a rotina da semana”, afirma.
  • O uso de temperos naturais também contribui para reduzir o consumo de sal. Ervas como manjericão, alecrim, salsinha e sálvia realçam o sabor dos alimentos e ajudam a cuidar da saúde do coração.
  • O aproveitamento integral dos alimentos é uma prática que une economia, nutrição e sustentabilidade. “Talos, folhas e cascas que muitas vezes vão para o lixo são ricos em fibras e nutrientes. Eles podem virar caldos, farofas ou recheios. É desperdício zero na prática e mais segurança alimentar no dia a dia”.


Rede pública facilita escolhas saudáveis

Quem circula pela cidade encontra diferentes equipamentos voltados à alimentação saudável, distribuídos em várias regiões. Os Armazéns da Família, por exemplo, somam 33 unidades e oferecem gêneros alimentícios e itens de higiene a preços subsidiados para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

Os Sacolões da Família, instalados em pontos estratégicos como terminais e Ruas da Cidadania, vendem frutas e hortaliças de qualidade com preço único por quilo (R$ 3,99), facilitando o consumo diário de alimentos frescos e nutritivos.

Já os Restaurantes Populares estão presentes nas regiões do Centro/Matriz, Pinheirinho, Bairro Novo, CIC/Fazendinha, Tatuquara e Capanema. Neles, é possível fazer uma refeição completa, equilibrada e saborosa por R$ 3,00 — uma alternativa importante para quem trabalha ou circula por essas áreas.

Produção de alimentos

A política de segurança alimentar também passa pelo incentivo à produção de alimentos. As Fazendas Urbanas do Cajuru, da CIC e do Tatuquara funcionam como centros de aprendizado e inovação, com orientações sobre cultivo em pequenos espaços. Além disso, mais de 228 hortas comunitárias espalhadas pela cidade fortalecem o vínculo entre os moradores, estimulam a produção sem agrotóxicos e podem, inclusive, gerar renda.

Programas como o Banco de Alimentos e o Mesa Solidária completam essa rede. Enquanto o Banco de Alimentos arrecada produtos próprios para consumo, mas fora do padrão comercial, e os destina a entidades sociais, o Mesa Solidária garante refeições gratuitas e dignas à população em situação de vulnerabilidade, em parceria com organizações da sociedade civil.