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Acessibilidade

Equipes de gerenciamento e fiscalização de obras públicas vivenciam experiência de mobilidade de pessoas com deficiência

Técnicos da Utag e servidores da Smop participam de vivência sobre acessibilidade promovida pelo Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Vivência sobre Acessibilidade, os desafios relacionados à acessibilidade e mobilidade em locais com obra urbana. Curitiba 26/05/26. FOTO: Luiz Pacheco/FCC

Técnicos da Unidade Técnico-Administrativa de Gerenciamento (Utag) e servidores da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop) participaram nesta terça-feira (26/5) de uma vivência sobre acessibilidade promovida pelo Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência (GDPD), ligado à Secretaria Municipal do Desenvolvimento Humano, em parceria com a Câmara Técnica de Acessibilidade, destinada a proporcionar uma experiência prática aos desafios relacionados à acessibilidade e mobilidade em locais com obras urbanas.

Os técnicos e servidores acompanharam uma palestra proferida pela diretora do GDPD, Denise Moraes, e participaram de simulações de experiências de mobilidade de pessoas com deficiências físicas e visuais, para poderem entender melhor como a aplicação das normas e melhores práticas de acessibilidade podem facilitar a experiência de pessoas com deficiência que precisam atravessar locais em obras.

Em cadeiras de rodas, os participantes precisaram passar por um circuito enfrentando diferentes tipos de piso, degraus, aclives e declives e barreiras comuns à passagem de pessoas com deficiências físicas. Em outro momento, de olhos vendados e com bengalas para deficientes visuais, eles atravessaram um circuito simulando uma obra urbana, precisando se orientar por conta própria a partir da sinalização disponível e de seus próprios sentidos.

“A pessoa que trabalha com obra pública, enquanto ela não vivencia a situação por que passa a pessoa com deficiência, ela tende a deixar passar algumas situações de acessibilidade que impedem uma pessoa com deficiência de ir e vir. É sentindo na pele que a gente entende aquilo que é necessário para poder ir e vir. Isso na acessibilidade faz toda a diferença. E a acessibilidade promove a inclusão”, afirma Denise Moraes.

As obras que compõem os grandes projetos de infraestrutura de Curitiba, como o Novo Inter 2, o BRT Leste/Oeste e o Bairro Novo do Caximba, financiadas por entes externos ao município, têm, por exigências de contrato, uma série de salvaguardas sociais, entre elas questões de acessibilidade. O cumprimento dessas salvaguardas é supervisionado pela Utag, com fiscalização da Smop. A acessibilidade em geral de moradores e comerciantes de uma região durante o período de obras também é monitorado pela Utag para fins de indicadores de qualidade dos serviços.