Texto: Claudia Regina de Oliveira Gabardo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Uma solenidade organizada para comemorar os 40 anos do atual Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência (DPcD) reuniu, nesta sexta-feira (15/5), servidores, representantes de movimentos sociais, conselho de direitos e autoridades. A celebração aconteceu na sede do serviço, que desde o início do ano passado faz parte da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDH).
O setor nasceu como Assessoria de Apoio e Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência, vinculada ao Gabinete do Prefeito, acompanhou o crescimento das demandas por inclusão e acessibilidade, oferece serviços variados e tem desafios à frente. “São 40 anos de conquistas, de empenho, mas a sociedade ainda está devendo muito para as pessoas com deficiência. Inclusão não é favor: é direito, pertencimento. Por isso, na Prefeitura, nos esforçamos para tornar a cidade cada vez mais inclusiva e acessível”, disse o secretário da SMDH, Carlos Eduardo Pijak Júnior.
“Em 1986, éramos apenas quatro pessoas trabalhando sob uma das escadas da Prefeitura. Hoje, quantas pessoas estão aqui”, lembrou, emocionado, o servidor público e primeiro assessor da área, Irajá de Brito Vaz.
Inclusão na prática
Segundo a diretora do DPcD, Denise Moraes, sua equipe realiza cerca de 10 mil atendimentos por ano. “Entre eles estão os prestados pela Central de Libras, Transporte Acesso, orientação e atendimento jurídico, atendimento psicossocial, ações de empregabilidade e o novo Grupo Garantias, com atuação na prevenção e encaminhamento de pessoas com deficiência submetidas a situações de violência”, resume.
Os números de cada área impressionam. Em 12 anos de atividades, a Central de Libras registra 18 mil atendimentos. Já no Transporte Acesso, que leva crianças e adultos de casa para consultas e terapias e as deixa novamente em casa, são 120 mil atendimentos desde 2014.
Também participaram do evento os vereadores Amália Tortato e Renan Ceschin; a presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência, Maria Francisca Cury; e o violinista e professor Luiz Amorim, líder do Coletivo Música Tátil.