Ir para o conteúdo
Paisagem urbana

Prefeitura de Curitiba forma grupo de discussão para reformular lei sobre publicidade ao ar livre

Prefeitura forma grupo de discussão para reformular lei sobre publicidade em espaços públicos. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

Está em debate em Curitiba a reformulação da lei municipal que disciplina a instalação de peças de publicidade, como letreiros e outdoors. O objetivo é suprir as lacunas da norma atual, a Lei 8471/1994, defasada com relação às novas tecnologias e ao crescimento da cidade.

A discussão começou em 2025 e foi convocada pela Secretaria Municipal do Urbanismo (SMU). Desde então, está reunindo representantes do sindicato e da associação das empresas de publicidade externa (Sepex e Assemex), Frente Parlamentar do Empreendedorismo da Câmara Municipal, Associação Comercial do Paraná e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), que sediou o último encontro do grupo.

Todos os participantes das discussões já contribuíram com sugestões para a versão preliminar da futura lei, que levará em consideração a paisagem urbana e o interesse da população. “Seguindo a determinação do prefeito Eduardo Pimentel, o objetivo é ouvir os interlocutores diretamente interessados no assunto e estabelecer o consenso para, então, reformularmos a norma”, explica o superintendente da SMU, Rodrigo Baranczuk.

Demandas diversas

Entre os aspectos em discussão está o espaçamento entre outdoors convencionais e de LED ao longo das vias. Hoje essa distância – que já foi de 150 metros para o primeiro e de mil metros para o segundo – é de 300 metros de distância para as duas modalidades.

Para o CEO da Outdoor Mídia e presidente da entidade nacional Central de Outdoor, Halisson Pontarola, a preocupação é outra. Ele diz que a legislação atual “é boa e requer apenas alguns ajustes” como, por exemplo, a questão do zoneamento. “A cidade cresceu e é necessário rever que pontos podem receber painéis”, diz o empresário, que participa da discussão sobre a nova norma.

Como exemplo, cita a Rua Hugo Kinzelmann, no Campina do Siqueira. “Há dez anos era uma via residencial, onde não faria sentido a presença de publicidade, mas hoje isso mudou. Há empreendimentos comerciais na via, que está se tornando um corredor do transporte coletivo”, exemplifica.

A incorporação de propostas segue aberta e deve incluir também observações da Superintendência de Trânsito (Setran) e Câmara Técnica de Acessibilidade (CTA), presidida pelo Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculado à Secretaria Municipal de Deenvolvimento Humano (SMDH), que darão respaldo técnico à discussão.