Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Adriano Kotsan
Prefeitura de Curitiba
O mesmo cuidado com a limpeza das ruas e praças de Curitiba que se tem com a casa onde mora. É dessa forma que Patrícia Fabiana da Graça, 48 anos, há 12 trabalhando como varredora (gari), resume como encara a rotina diária de varrição do trecho do Calçadão da Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba. Esse é um pensamento recorrente entre os 435 varredores que trabalham na limpeza das ruas e praças da capital paranaense.
Neste sábado (16/5), é celebrado o Dia do Gari e Curitiba tem muito o que comemorar. Todos os dias, 2.470 profissionais saem às ruas para cuidar da limpeza da cidade, faça chuva ou faça sol, frio ou calor. A categoria engloba os varredores, os funcionários da coleta domiciliar e seletiva (Lixo que Não é Lixo) e os trabalhadores da limpeza especial, como roçada e coleta vegetal.
Somente os 435 varredores, grupo onde Patrícia está incluída, percorrem 19.260 km por mês varrendo ruas e praças, o que representa mais que a distância entre Curitiba a Tóquio, no Japão, que é de 18.600 quilômetros.
Casa organizada
Em 12 anos, Patrícia já trabalhou na região do Terminal Guadalupe, em volta do Passeio Público e em todas as quadras do Calçadão da Rua XV de Novembro.
“Eu acho nosso trabalho muito importante para a cidade. A gente chega pela manhã e vai limpando, vai organizando como se fosse a casa da gente. A casa organizada é bonita, né?”, afirmou Patrícia.
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Patrícia Fabiana da Graça, varredora no Calçadão da XV de Novembro
Ela sente satisfação no trabalho de varrer o Calçadão por onde circulam milhares de pessoas todos os dias, um dos pontos turísticos mais famosos e conhecidos de Curitiba. “Eu gosto do que eu faço. Tenho prazer pelo que eu faço, gosto de ficar ao ar livre aqui no Calçadão da Rua XV de Novembro e todo mundo me trata bem”, definiu Patrícia.
Primeiro dia de trabalho
Uma vida nova começou para Kauani Aparecida Santana Machado, 21 anos, que na segunda-feira, dia 11 de maio, começou a atividade de varredora como menor aprendiz em Curitiba. “Hoje é meu primeiro dia de trabalho e tenho uma expectativa grande. A nossa vontade é sempre crescer, sempre evoluir. Esse trabalho é muito importante para manter a cidade bem limpa e sempre bonita”, disse Kauani que começou a trabalhar na Praça Tiradentes.
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Kauani Aparecida Santana Machado, varredora que trabalha na Praça Tiradentes
No mesmo setor, a poucos metros de distância, está o experiente senhor Gino Ademar Carais, 72 anos. Há 27 anos, ele trabalha como gari varrendo as ruas e praças da cidade. “Eu gosto da minha profissão, gosto de trabalhar. Nós ajudamos a deixar a cidade mais bonita e limpa, tenho orgulho da minha profissão”, disse Carais, que mora na CIC.
Cidade limpa
Para deixar a cidade mais limpa, a Prefeitura conta com diversos programas de limpeza pública, como o Lixo que Não é Lixo, que faz a coleta de resíduos sólidos recicláveis nas residências da população, até três vezes por semana. É possível solicitar o serviço pela Central 156.
Como cuidar de Curitiba?
A melhor forma de a população colaborar com o trabalho de limpeza da cidade é sendo responsável com os próprios resíduos, tendo cuidados na hora de acondicioná-los e colocá-los para a coleta, para os garis não se machucarem.
Máscaras, luvas e papel higiênico não são recicláveis - devem ser descartados com o lixo do banheiro, na coleta domiciliar
Origem do termo
De acordo com a Lei Municipal 12.005/2006, que propôs a homenagem, o termo gari faz referência ao francês Pedro Aleixo Gary, fundador da primeira empresa de coleta de lixo nas ruas do Rio de Janeiro, em 1876.
No entanto, a categoria só foi instituída em 16 de maio de 1962, data que ficou conhecida como o Dia do Gari.