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Dia Mundial da Alimentação

De Armazéns da Família a hortas urbanas, Curitiba investe em segurança alimentar

Com 33 Armazéns da Família, 12 Sacolões e programas de combate à fome e incentivo à agricultura urbana, a capital paranaense reúne iniciativas de acesso à alimentação saudável, educação nutricional e sustentabilidade

A rede de proteção alimentar também conta com duas unidades do Mesa Solidária: Mesa Solidária/Escola de Segurança Alimentar e Nutricional Patrícia Casillo, no Jardim Botânico; e o BASE — Bem-estar, Apoio, Solidariedade e Emprego, no Centro. Foto: Ricardo Marajó/SMCS

Nesta sexta-feira (16/10), Curitiba celebra o Dia Mundial da Alimentação, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para conscientizar sobre a importância do acesso a alimentos seguros e nutritivos. Em 2026, a campanha mundial tem como tema “Inovar Hoje Para Nutrir o Amanhã”, que destaca o papel da inovação, dos conhecimentos tradicionais e da cooperação na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis e capazes de garantir alimentação adequada para todos.

Em Curitiba, a Prefeitura desenvolve uma rede de políticas públicas coordenadas pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), que reúne programas de abastecimento, oferta de refeições, combate ao desperdício, Agricultura Urbana e educação alimentar.

“Garantir segurança alimentar é muito mais do que colocar comida na mesa. É oferecer acesso a alimentos de qualidade, valorizar quem produz, reduzir o desperdício e criar oportunidades para que a população tenha uma alimentação saudável e digna. Curitiba tem uma rede de programas que atua em diferentes frentes, aproximando o alimento das pessoas e fortalecendo toda a cadeia de abastecimento”, afirma o secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Leverci Silveira Filho.

Alimentos mais baratos

Com 33 unidades, os Armazéns da Família oferecem alimentos e produtos essenciais a preços reduzidos para famílias com renda de até cinco salários mínimos. O programa contribui para aliviar o orçamento doméstico e ampliar o acesso a itens básicos da alimentação.

A rede é complementada pelos 12 Sacolões da Família, que comercializam frutas, verduras e legumes a preços acessíveis, incentivando o consumo de alimentos frescos e variados.


Refeições acessíveis

Os seis Restaurantes Populares de Curitiba servem, em média, 5.588 refeições por dia, de segunda a sexta-feira, com cardápios balanceados e preço acessível. O serviço é uma alternativa importante para quem precisa fazer suas refeições fora de casa sem comprometer o orçamento.

A rede de proteção alimentar também conta com duas unidades do Mesa Solidária: Mesa Solidária/Escola de Segurança Alimentar e Nutricional Patrícia Casillo, no Jardim Botânico; e o Base — Bem-estar, Apoio, Solidariedade e Emprego, no Centro.

Desde a inauguração, o Base já serviu 92.115 refeições, reforçando o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Banco de Alimentos

O Banco de Alimentos de Curitiba conecta o excedente de alimentos próprios para consumo à rede de entidades sociais que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde 2021, o programa já arrecadou e doou 2.093.871,50 quilos de alimentos, contribuindo para reduzir o desperdício e ampliar a oferta de comida a quem precisa.


Sustentabilidade com hortas e fazendas urbanas

Curitiba conta com 234 hortas urbanas, que aproximam a população do cultivo de alimentos e incentivam práticas sustentáveis, o aproveitamento de espaços e a participação comunitária.

As três Fazendas Urbanas municipais (Cajuru, CIC e Tatuquara) complementam esse trabalho com atividades de educação alimentar e ambiental, Agricultura Urbana e capacitação. Os espaços difundem conhecimentos sobre cultivo, compostagem e aproveitamento de alimentos, contribuindo para hábitos mais saudáveis e para uma relação consciente com a produção e o consumo.