Texto: Claudia Regina de Oliveira Gabardo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Sexta-feira (13/2) promete ser um dia de sorte para os 26 trabalhadores selecionados entre os 34 que compareceram ao processo seletivo promovido nesta quinta-feira (12/2), no salão de eventos do Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência (DPcD), pela rede de supermercados Angeloni. Essa é a data fixada para a segunda fase do processo de seleção.
“Eles vão conhecer o funcionamento da empresa e, no caso dos que avançarem no processo de contratação, também a chefia”, contou a supervisora de Recursos Humanos do grupo no Paraná e em Joinville (SC), Daiane Pires. A empresa é parceira do departamento nas ações de empregabilidade anuais.
A rede tem três lojas em Curitiba, onde emprega cerca de 1.500 pessoas. Desse total, 296 têm diferentes tipos de deficiência e são necessários nesse momento mais 147 para diferentes postos de trabalho.
Perfil variado
A oportunidade atraiu para a unidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) curitibanos e migrantes com deficiência, além de um trabalhador convencional, sem qualquer característica que pudesse colocá-lo no grupo das pessoas com deficiência. “Vi na televisão hoje cedo e resolvi arriscar. Vai que dá certo?”, contou o técnico de segurança Telmo Luís de Almeida. Saiu de lá orientado por Daiane a procurar a empresa por outro canal.
Residindo em Curitiba há 8 meses, a técnica em informática cubana Anislei Cerbino compareceu ao recrutamento se deslocando em cadeira de rodas e acompanhada do filho Karel, brasileiro com pouco mais de 1 mês de vida, de um cunhado e do tio, também atrás de emprego. “Desde que cheguei, não consegui trabalho ainda, mas estou muito confiante”, disse.
É o caso do também cubano Dayan Cator Guerrero, que é surdo e chegou na cidade há 15 dias. Professor no país de origem, ele já trabalhou em uma agroindústria de Cuiabá (MT). Com a ajuda de uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), contou que está disposto a outras experiências.
Há 2 anos sem trabalho, Marcos Rodrigo Meira tem diagnóstico de autismo e foi à seleção acompanhado da irmã, Lúcia Meira. Seu desejo é uma vaga na área administrativa, em que tem experiência. Lúcia contou que, no Senai, ele trabalhou nessa área durante 10 anos.
Saldo positivo
Para a secretária da SMDH, Amália Tortato, o saldo do evento foi positivo.
“Tivemos o primeiro processo seletivo do ano, com muita gente ainda voltando de férias e para uma única empresa. Na média, com a participação de várias empresas, os eventos atraem cerca de 70 pessoas”, explicou.
A estrutura da Prefeitura também colaborou com o resultado. O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Matriz, da rede de unidades da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), e o hotel social para pessoas em situação de vulnerabilidade da SMDH também enviaram pacientes e acolhidos.