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Folia inclusiva

Ginásio da Rua da Cidadania do Portão é tomado pela alegria do Bloco da Inclusão

Ginásio da Rua da Cidadania é tomado pela alegria do Bloco da Inclusão. Foto: Divulgação

Pulando, caminhando ou sobre cadeira de rodas, cerca de 200 foliões ocuparam o ginásio de esportes da Rua da Cidadania do Fazendinha nesta quarta-feira (11/2) quente e de céu azul. Era o Bloco da Inclusão, que pelo segundo ano consecutivo reuniu crianças, jovens e adultos com deficiência para celebrar o carnaval, um dos maiores momentos da cultura popular brasileira.

A secretária municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), Amália Tortato, acompanhou o início da atividade e destacou o seu papel para o desenvolvimento também das pessoas com deficiência. “Que momento lindo de encontro, diversão e celebração da cultura”, disse. A SMDH, que é a responsável também pela articulação de políticas públicas para o segmento, apoiou o evento ao lado da Administração Regional Fazendinha/Portão.

De todos os cantos

Os foliões foram chegando aos poucos, vindos do centro cultural Inclusive na Artes, que lançou a proposta do Bloco da Inclusão, serviços de convivência da Prefeitura e escolas especiais de Curitiba e até de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana. Foi o caso da Escola Rosa Bini, que levou para o bloco 32 alunos.

A maioria queria dançar as marchinhas e sambas selecionados pela equipe do Núcleo Regional da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), que também decorou o ambiente com o apoio da Administração Regional, mas eles também se dividiram entre outras atrações. “Preparamos uma festa pensando na diversão do público de todas as idades”, disse o administrador regional, Rodrigo Reis.

Muitos fizeram fila para fazer pintura de rosto com as três policiais militares voluntárias que, fardadas e de arma na cintura, com toda a paciência sacaram moldes e maquiagem cremosa para formar desenhos coloridos em bochechas, mãos e testas. Sebastiana Barbosa, de 51 anos, chegou ao evento com o grupo do Cras Santa Quitéria e, com a ajuda da soldado Zahailo, foi uma das primeiras a entrar no bloco produzida. “Teve Carnaval no Cras e eu fui. Não ia perder esse daqui por nada”, contou.

Patrícia Madalozzo Bordini, de 46 anos, chegou à Rua da Cidadania com a mãe, Gelma Madalozzo, usando adereços carnavalescos. “É importante para a minha filha uma oportunidade assim porque ela fica muito em casa. Quero que ela vá para uma escola especial e conviva mais com outras pessoas”, contou Gelma.

Os participantes também se divertiram com a cadela Aisha, do Grupo de Operações com Cães (GOC) da Guarda Municipal, e com os bonecos de personagens do folclore e da literatura brasileira como o Saci Pererê e o Menino Maluquinho, instalados em volta da quadra esportiva reservada para a festa.