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Carnaval de Curitiba 2026

Mães atípicas serão homenageadas no desfile da Leões da Mocidade

Mães atípicas serão homenageadas no desfile da Leões da Mocidade. - Na imagem, Shirley Ordônio e sua filha Letícia. Foto: Divulgação

As mães atípicas, que têm filhos com deficiências e doenças raras e se desdobram para prover o seu desenvolvimento, serão homenageadas pela escola de samba do Grupo de Acesso Leões da Mocidade no Carnaval de Curitiba 2026. A agremiação levará o enredo Leoas Brasileiras para a Marechal Deodoro, à 1h25 da madrugada de segunda-feira (16/2).

“Vamos reverenciar personalidades conhecidas, mas também mulheres comuns e sua vida de lutas. É o caso das que têm filhos com deficiência grave”, resume o presidente da Leões, Wilson Sávio Paulino. Ele é um dos compositores do samba enredo, que também será interpretado por duas mulheres de vozes fortes: Amanda Cortes e Grazzi Brasil.

Ala das leoas

A homenagem será prestada em uma ala com 30 mulheres representando as mães atípicas. “É a valorização da mulher que muda o foco de suas prioridades para atender os filhos, em tempo integral, ao longo da vida deles. E elas também precisam de diversão e cuidados e merecem o reconhecimento da sociedade”, opina a secretária municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), Amália Tortato.

Articular políticas para a pessoa com deficiência é uma das atribuições da SMDH. Por meio do Departamento dos Direito da Pessoa com Deficiência (DPcD), o órgão oferece assistência jurídica e psicológica, transporte grátis para consultas médicas, exames e terapias, feiras de empregabilidade, palestras e rodas de conversa e atendimento por intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Esses serviços são grátis e estão à disposição das pessoas atípicas e também de seus cuidadores. Em geral, esse papel é desempenhado pelas mães.

Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025, Curitiba tem 94.181 pessoas com deficiência. Elas representam 5,4% dos 1.742.140 habitantes com 2 anos ou mais de idade englobados no levantamento. Muitas demandam acompanhamento permanente.

Quebrando a rotina

Entre as participantes da ala estará Shirley Ordônio, que é gestora de projetos de impacto social nas áreas de Saúde e Inclusão de pessoas com deficiência. Mãe de três filhos, ela tem uma de suas gêmeas, Letícia, com múltiplas deficiências decorrentes de paralisia cerebral. Letícia e a irmã, Camila, completarão 16 anos na quarta-feira de Cinzas (18/2).

“O samba enredo simboliza o nosso dia a dia desde o acordar até dormir. As mães atípicas merecem alegria e momentos só delas também. Trazer essa oportunidade para nós reflete diretamente na qualidade da atenção aos filhos. É descontração sadia e saúde mental”, define Shirley, que coordena a ala e também vai desfilar.

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Mães pretas

Além das mães atípicas, conta Paulino, a Leões da Mocidade vai exaltar as mães pretas e provocar a reflexão sobre um tema cotidiano: a violência contra a mulher.  Por conta disso, também será homenageada a Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Curitiba.