Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Quinze pessoas atendidas pela Fundação de Ação Social (FAS) no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) Doutor Faivre participarão de uma das exposições da 16ª Bienal Internacional de Curitiba. Os usuários produziram autorretratos em forma de cartas que farão parte da obra coletiva da artista japonesa Chiharu Shiota.
Os trabalhos estarão na exposição “Chiharu Shiota: O Espaço Entre Nós”, que será aberta ao público neste sábado (14/6). A proposta da artista convidou pessoas de diferentes lugares a criarem um autorretrato capaz de expressar pensamentos, emoções, memórias e experiências pessoais.
O convite foi feito pela própria Chiharu Shiota em suas redes sociais. Os participantes poderiam usar desenhos, textos, colagens ou qualquer outra forma de expressão criativa, desde que produzida manualmente. Fotografias isoladas não foram aceitas.
A iniciativa chegou ao Centro POP por meio da equipe da FAS que viu o convite nas redes sociais e decidiu convidar os usuários da unidade para participar. Antes de começarem os trabalhos, os participantes conheceram a história da Bienal de Curitiba e a proposta da exposição.
Criatividade
As produções foram feitas em folhas brancas no formato A4 e enviadas à artista no último dia 5. Entre os trabalhos estão desenhos de borboletas, árvores, rostos e outras representações que retratam sentimentos, sonhos, lembranças e trajetórias de vida.
Um dos participantes foi Divaldo Gustavo de Amorim, autor de um desenho de girassol. “
Achei a oportunidade muito interessante, pois é uma Bienal com vários artistas conhecidos. Estar lá me faz sentir valorizado. A minha arte, ‘Girassol’, significa que sou único e radiante”, diz.
Para a diretora de Atenção à População em Situação de Rua, Elis Stüpp, a participação dos usuários reforça o papel da arte como instrumento de inclusão e transformação social. “A arte é uma importante ferramenta de inclusão porque cria oportunidades para que as pessoas expressem suas histórias, emoções e percepções sobre o mundo”, diz. “Participar de uma exposição internacional como a Bienal de Curitiba fortalece a autoestima, amplia o acesso à cultura e mostra que todos têm algo valioso a compartilhar com a sociedade. Cada trabalho produzido carrega uma história única e merece ser visto e reconhecido”, completa.
Quem participou da ação poderá ter a oportunidade de visitar a instalação antes da abertura oficial da Bienal. A visita está sendo articulada e permitirá que os autores conheçam de perto o resultado da obra coletiva da qual fazem parte.
A atividade faz parte das ações culturais desenvolvidas pela FAS junto à população em situação de rua. No Centro POP Doutor Faivre, os usuários participam regularmente de oficinas de pintura, uma delas realizada em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba (FCC), que estimulam a criatividade, o desenvolvimento de habilidades e o fortalecimento de vínculos sociais.