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Talento revelado pela Oficina retorna para recital de um instrumento singular, o eufônio

Talento revelado pela Oficina de Música retorna para recital de um instrumento singular. Foto: Reprodução/Instagram

A programação desta noite de quarta-feira (14/1), da 43ª Oficina de Música de Curitiba, tem como uma das atrações um recital incomum – um duo de eufônio e piano com Otoniel Santos e o pianista Ben Hur Cionek, com início às 19h, no auditório Regina Casillo. A última vez que o eufônio apareceu com tal destaque na Oficina de Música foi há mais de 10 anos, também com Otoniel, que ainda muito jovem brilhava entre os alunos por seu fascínio por um instrumento pouco conhecido.

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Confira a programação completa da 43ª Oficina de Música de Curitiba

O eufônio (ou bombardino) é um instrumento de sopro da família dos metais, semelhante à tuba. Tem uso restrito às bandas marciais e militares, eventualmente aparece nas bandas sinfônicas. Apresentações solo ou em duo, como a que vai acontecer nesta noite, são raras. Talvez por isso o instrumento tenha poucos nomes de referência no país. Um deles é justamente o curitibano Otoniel Santos, atualmente integrante da banda do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, em Guaíra (RS).

Revelação

Otoniel é um dos talentos forjados e revelados pelo festival de Curitiba. Ele participou de cinco edições, de 2010 a 2014, ainda no início dos seus estudos, quando tocava na Banda Marcial de São José dos Pinhais. Foi aluno de Fernando Deddos, eufonista e compositor, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e um dos principais nomes deste instrumento no Brasil, que na época estava radicado na capital paranaense.

Na edição de 2011, com 17 anos, Otoniel foi o vencedor de um concurso de solistas promovido pela Oficina de Música. Foi o início de uma carreira promissora, com premiações nacionais e internacionais, e convites para participações em concertos e festivais. “A Oficina foi um divisor de águas, não só para mim, mas para muitos músicos, me abriu muitas portas e me fez conhecer o mundo musical que até então eu não conhecia”, afirma Otoniel.

O músico lembra de mestres que marcaram a sua passagem pelo festival curitibano, como o maestro Eliézer Rodrigues, tubista da Orquestra Sinfônica Brasileira. “Eu vinha da banda marcial. Com ele, na Oficina, eu tive o primeiro contato com uma banda sinfônica”, recorda.

Otoniel seguiu sua carreira cursando licenciatura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Depois foi para o Rio de Janeiro, onde fez o curso de sargento com a intenção de integrar a banda militar da Marinha, ficando lá por dois anos até ser transferido para Guaíra.

Desafio

Assim como no início dos seus estudos, divulgar o eufônio continua sendo um desafio. Há poucos os locais de formação no país, embora existam iniciativas para popularizar o instrumento, como a associação Eufônio e Tubas do Brasil, da qual Otoniel faz parte.  

No recital com o pianista Ben Hur Cionek, o público terá oportunidade de conhecer a sonoridade do eufônio, cujo nome deriva da palavra grega euphonium, que significa “som bonito”. E conhecer o repertório existente para o instrumento solo e em duo com o piano, a maioria de compositores estrangeiros, à exceção de uma composição brasileira, de Fernando Deddos. Cionek também tocará composições para piano solo. 

43ª Oficina de Música de Curitiba

Duo de Eufônio e Piano, com Otoniel Santos e Ben Hur Cionek
Auditório Regina Casillo – R. Lourenço Pinto, 500
14 de janeiro, às 19h
Gratuito