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Cidade resiliente

Saiba tudo o que é feito pela Prefeitura para reduzir transtornos nas chuvas de verão

Com obras, manutenção e planejamento, Curitiba enfrenta o verão com mais segurança. Na foto, obra de macrodrenagem no Rio Mossunguê, no Campo Comprido. Foto: Ricardo Marajó/SECOM (arquivo)

Texto: Cris Guancino
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)

Chuvas fortes, típicas do verão, são inevitáveis e, em alguns momentos, alagamentos e transtornos também. A diferença está em como a cidade se prepara para enfrentá-los. Em Curitiba, o trabalho contínuo da Prefeitura, com investimentos em obras estruturais, manutenção urbana, campanha educativa, prevenção e políticas públicas voltadas às mudanças climáticas, tem contribuído para reduzir impactos e ajudado a capital a atravessar períodos de chuva intensa com mais segurança, menos prejuízos e resiliência.

O prefeito Eduardo Pimentel afirma que o preparo da cidade tem permitido reduzir transtornos, proteger vidas e garantir que os impactos sejam cada vez menores diante de um cenário climático desafiador.

“Com investimentos contínuos, planejamento técnico e ações preventivas, nos preparamos para enfrentar os desafios do verão”, diz o prefeito. Ele lembra que o ano de 2025 foi marcado por chuvas recorrentes e comprovou como a cidade avançou em intervenções essenciais para fortalecer o sistema de escoamento da água.

As altas temperaturas da estação elevam a umidade e favorecem a formação de nuvens carregadas, provocando volumes expressivos de chuva concentrados em curtos intervalos. Em eventos mais severos, o sistema de drenagem pode operar no limite e gerar pontos de alagamento, especialmente nas áreas mais impermeabilizadas, porém, na maioria das ocorrências, a água escoa naturalmente após o fim da chuva, indicando que a rede de drenagem funciona e consegue absorver o volume acumulado.


Trabalho preventivo permanente


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A estratégia da Prefeitura combina grandes obras de drenagem, intervenções de menor porte espalhadas pelos bairros, limpeza e desassoreamento contínuo dos rios, córregos e galerias, além de planejamento técnico e de ações de adaptação climática.

Obras concluídas ampliaram a capacidade de vazão de rios e córregos, reduziram processos erosivos e criaram estruturas capazes de armazenar grandes volumes de água da chuva, aliviando a pressão sobre a rede durante os picos de precipitação. Outras intervenções seguem em andamento em diferentes regiões, com foco especial nas áreas historicamente mais suscetíveis a alagamentos.

“Nosso objetivo é agir hoje com a visão de futuro que a cidade merece e para proteger as famílias”, completa Eduardo Pimentel.

 Investimento em macrodrenagem em 2025

  •    Investimento de R$ 77,9 milhões em seis obras de macrodrenagem: 3 finalizadas e 3 em andamento.
  •    R$ 40 milhões à manutenção da rede de drenagem: executados 2.280 serviços.
  •    Limpeza de 63.084 metros de rios, córregos e canais.
  •    Manutenção de 169 pontes e passarelas.
  •    Mapeamento dos nós críticos e discussão do novo Plano Diretor de Drenagem.

Cuidado continuo com os rios da cidade

Paralelamente às grandes obras, a Prefeitura manteve ao longo de 2025 um ritmo intenso de manutenção da rede de drenagem. A limpeza periódica de rios, córregos e canais, a recuperação de galerias, a desobstrução de caixas de captação e a conservação de pontes e passarelas são ações menos visíveis, mas fundamentais para garantir que a água da chuva tenha por onde escoar. Esse trabalho contínuo é decisivo para evitar que problemas pontuais se agravem durante tempestades.

“Manter os rios desassoreados e a rede em funcionamento é uma tarefa permanente. É isso que permite que, mesmo com chuvas fortes, a água baixe rapidamente na maior parte dos locais”, explica o engenheiro Paulo Vitor Lucca, diretor do Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas.

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Paulo Vitor Lucca, diretor do Departamento de Pontes e Drenagem da Smop

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Plano Diretor de Drenagem

O planejamento de longo prazo também avançou. O mapeamento de pontos críticos de alagamento permitiu à Prefeitura identificar gargalos históricos do sistema e definir intervenções graduais, de curto, médio e longo prazo. Esse trabalho técnico embasa a atualização do Plano Diretor de Drenagem, que irá adequar o planejamento da cidade a uma nova realidade climática e urbana.

“O cenário mudou. Hoje lidamos com chuvas mais intensas em menos tempo e com uma cidade mais impermeabilizada. Atualizar o Plano é essencial para antecipar soluções e reduzir riscos”, destaca o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur.

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Luiz Fernando Jamur, secretário municipal de Obras Públicas


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As intervenções são coordenadas pelo Departamento de Pontes e Drenagem da Smop e integram o Programa de Revitalização e Obras de Curitiba (PRO Curitiba), o maior da história da cidade, com mais de R$ 6 bilhões em investimentos entre 2025 e 2028.

Políticas públicas integradas

Além da macrodrenagem, Curitiba aposta em políticas públicas integradas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Projetos de ampliação de áreas verdes, recuperação ambiental, mobilidade sustentável e redução da emissão de gases de efeito estufa contribuem para tornar a cidade mais resiliente. Intervenções como o Bairro Novo da Caximba, Meio Milhão de Árvores para Curitiba, a Reserva Hídrica do Futuro, Plano de Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas de Curitiba (PlanClima) e a modernização do transporte coletivo com ônibus elétricos (Inter 2 e BRT) também ajudam a reduzir impactos das chuvas e melhorar a qualidade ambiental.

Cidade-esponja


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Com 52 parques e bosques públicos em diversas regiões da cidade, Curitiba é exemplo de “cidade-esponja”, com áreas verdes  "alagáveis" que ajudam a preservar os recursos naturais para manter e melhorar a impermeabilização dos solos e assim reduzir o risco de inundações na cidade.

Além de ajudar a combater enchentes e novas ocupações irregulares, também têm a função de reduzir as "ilhas de calor" e a poluição: as árvores e a vegetação, além de produzirem oxigênio, ajudam a regular a temperatura e a umidade. Como benefícios agregados, reduzem a radiação ultravioleta e o ruído do tráfego, sendo verdadeiros oásis para espécies vegetais e animais, sem contar que são lugares perfeitos para o curitibano relaxar e praticar esportes.

Moradias dignas e recuperação de áreas



A Prefeitura de Curitiba, através da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), tem como prioridade proporcionar moradias dignas para a população e, ao mesmo tempo, cuidar do meio ambiente. A gestão do prefeito Eduardo Pimentel fortaleceu a política habitacional de Curitiba ao remodelar a estrutura da Companhia de Habitação Popular (Cohab). Em menos de um ano, os resultados já são visíveis: 2.837 moradias — sendo 868 chaves entregues e 1.969 imóveis em construção. Outras 5 mil unidades estão em fase de aprovação para início em 2026.

E quando vem a tempestade?

E quando a chuva cai forte, o trabalho é reforçado por equipes integradas da Defesa Civil, administrações regionais, Guarda Municipal, Fundação de Ação Social (FAS) e secretarias municipais. Antes, durante e após os eventos climáticos, as equipes atuam no atendimento à população, na limpeza urbana, na remoção de árvores e galhos, na desobstrução de galerias e em obras emergenciais, garantindo resposta rápida às ocorrências.

Mesmo antes das chuvas cessarem diversas secretarias entram em ação: Meio Ambiente, na remoção de árvores e galhos caídos; Governo Municipal, com limpeza e desobstrução de galerias de microdrenagem, além da operação tapa-buracos; e Obras Públicas, com obras emergenciais para restabelecer estruturas e construir novas.

Famílias atingidas recebem atendimento da FAS, que presta atendimento social emergencial. A assistência inclui a distribuição de itens essenciais e o encaminhamento para outros serviços da rede de proteção social do município.

Pequenas atitudes fazem grande diferença

Cuidar da sua casa e do entorno previne prejuízos, protege pessoas e colabora para que a cidade enfrente melhor as chuvas. 

Acompanhe dicas simples, mas que garantem importantes resultados:

  • Limpe calhas, ralos e condutores de água. Folhas, galhos e lixo acumulados impedem o escoamento da água e podem causar infiltrações e alagamentos.
  • Não jogue lixo nas ruas, terrenos baldios ou rios. Resíduos sólidos entopem bueiros e galerias pluviais, aumentando o risco de enchentes.
  • Preserve os rios. Não jogue lixo e denuncie pelo 156 ou 153 (Guarda Municipal) quem fizer descarte irregular.
  • Mantenha bueiros próximos à sua casa desobstruídos. Sempre que possível, verifique se há acúmulo de lixo e comunique a prefeitura pelo 156 em caso de entupimento.
  • Não construa ou faça obras em áreas de risco. Encostas, margens de rios e fundos de vale são mais suscetíveis a deslizamentos e inundações.
  • Observe sinais de risco em encostas e muros. Rachaduras no solo, inclinação de árvores ou muros e portas emperradas podem indicar perigo iminente.
  • Faça a manutenção de telhados e estruturas. Telhas soltas e estruturas frágeis podem ser danificadas com ventos fortes e chuvas intensas.
  • Não atravesse ruas alagadas ou rios cheios. Mesmo uma lâmina fina de água pode esconder buracos, arrastar pessoas e veículos.
  • Acompanhe alertas meteorológicos e da Defesa Civil. Ficar informado permite agir com antecedência e reduzir riscos à vida e ao patrimônio.
  • Use capa de chuva e botas para evitar acidentes e reduzir o risco de doenças.
  • Proteja documentos e objetos importantes. Guarde itens essenciais em locais elevados ou impermeáveis, principalmente em áreas sujeitas a alagamento.
  • Converse com vizinhos e fortaleça a prevenção coletiva. Ações conjuntas, como mutirões de limpeza, aumentam a segurança de toda a comunidade.