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Saiba quem precisa se vacinar contra o sarampo

Saiba quem precisa se vacinar contra o Sarampo. Foto: Luiz Costa /SMCS

Curitiba registrou quatro casos importados de sarampo. Não há motivo para alarme, mas os casos reforçam a importância da vacinação para que o problema não se espalhe.

A vacina é segura e é a melhor forma de evitar a doença.

Veja as orientações da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba.

Sarampo: doença e vacinação.

Quem deve se vacinar?
Pessoas de 1 a 49 anos de idade.

Para saber se precisa tomar a dose, é preciso verificar a situação vacinal (saiba mais abaixo).  Quem está com o esquema vacinal completo, não precisa repetir a dose.

Quem já pegou sarampo anteriormente precisa se vacinar? 
Não. Os indivíduos que já tiveram a doença estão naturalmente imunes e não adoecem novamente.

Quem não tem certeza se já tomou a vacina do sarampo no passado ou se tem o esquema vacinal completo, pode ser vacinado?
Sim. Não há risco em repetir a vacina.  

Portanto, na dúvida, vacine-se.

Onde se vacinar em Curitiba?
Em 110 Unidades Básicas de Saúde da cidade. A vacinação não é realizada nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), que, como o nome indica, são locais de atendimento de urgências e emergências médicas

Clique aqui e veja os endereços e horários. Procure no bairro de sua regional a unidade mais próxima de casa.

Como prevenir a doença? 
A vacina é a melhor forma de evitar o sarampo. Além disso, recomenda-se manter os hábitos de higiene, lavando sempre as mãos com água e sabão e usar álcool gel – medidas que ajudam também a prevenir outras doenças de transmissão respiratória.

Quem NÃO deve tomar a vacina? 
A vacina não deve ser aplicada em crianças menores de 6 meses de idade, gestantes e pacientes imunodeprimidos ou com reação alérgica grave (anafilaxia) após dose prévia ou após contato com as substâncias que compõem a vacina.

Para as mulheres que querem engravidar, recomenda-se que esperem 30 dias após a tomar a vacina.

Por que crianças com menos de 6 meses não devem se vacinar?
Com menos de 6 meses, o corpo do bebê ainda não é capaz de fazer uma resposta imunológica à vacina, tornando inócua a vacinação. Além disso, até esta idade, o bebê tem proteção por transferência dos anticorpos maternos. 

Sarampo pode matar?
Sim, mas é raro que ocorram complicações que levem à morte. 

Quem vai viajar precisa se vacinar? 
Quem vai para locais com surto de sarampo, independentemente da idade, deve procurar a unidade de saúde para avaliar a necessidade ou não de vacinação. Estes destinos incluem principalmente os estados brasileiros de São Paulo, do Rio de Janeiro, da Bahia e do Pará, assim como alguns países com surto na Europa, Ásia, África e Américas. 

São Paulo tem mais de 1,5 mil casos de sarampo confirmados, sendo o principal foco de surtos da doença. 

Qual é a eficácia da vacina? 
A primeira dose da vacina, tomada com 1 ano de idade, garante 93% de proteção. E com a segunda dose aos 15 meses de idade tem-se 97% de eficácia. Assim, se a pessoa estiver com a vacinação em dia, é muito difícil que ela contraia ou transmita a doença.

No entanto, em situações de surto podem ocorrer casos raros em que pessoas vacinadas tenham sarampo. 

A vacina é segura? Tem efeitos colaterais? 
A vacina contra o sarampo é considerada muito segura, mas como todo medicamento pode ter efeitos colaterais, geralmente brandos, como dor ou inchaço no local da aplicação. Na segunda dose, as chances desses efeitos aparecerem é ainda menor.

Quanto tempo demora para a vacina fazer efeito? 
Em torno de duas semanas. 

Perdi a minha carteira de vacinação de papel. Como verificar se já tomei a vacina contra sarampo? 
Quem tem dúvidas a respeito de sua situação vacinal pode consultar o aplicativo Saúde Já Curitiba, que traz a carteira de vacinação virtual dos usuários do SUS curitibano, com as vacinas que estão registradas no sistema. 

O aplicativo Saúde Já pode ser instalado gratuitamente em smartphones ou tablets, basta baixá-lo na App Store (aparelhos com sistema iOS) ou na Playstore (aparelhos com sistema Android).

O acesso também pode ser feito via internet, na página saudeja.curitiba.pr.gov.br. Se a dúvida persistir, a orientação é procurar uma unidade de saúde. 

Como checar se vacina contra o sarampo está registrada na carteira de vacinação?
As vacinas que protegem contra o sarampo são:

  • Vacina dupla viral (também chamada de SR)
  • Vacina tríplice viral (também chamada de VTV ou SCR ou MMR)
  • Vacina tetra viral (também chamada de SCRV)

Qualquer uma dessas definições pode estar na carteira de vacinas. Todas significam que a pessoa foi imunizada contra o sarampo.

Atenção:  a dose da vacina “anti-sarampo”, que era feita aos 9 meses de idade, antes dos anos 2000, NÃO CONTA como imunização completa. (Saiba mais na questão “Dose zero”.)

Por que apenas uma dose da vacina tríplice viral é oferecida a pessoas de 30 a 49 anos? 
Pessoas nessa faixa etária já tiveram algum contato com vírus do sarampo que circulou no passado. Por isso, apenas uma dose é considerada pelo Ministério da Saúde como suficiente para conferir imunidade.

Pessoas com 50 anos ou mais precisam se vacinar?
De acordo com o calendário de rotina do Ministério da Saúde, não é necessário, pois estas pessoas cresceram numa época em que sarampo era uma doença muito comum, tornando-as possivelmente imunizadas naturalmente. 

Por que o alerta da Secretaria de Saúde está direcionado principalmente aos adolescentes e jovens adultos? 
Porque não há informações gerais do Brasil sobre o índice de cobertura entre adolescentes e jovens adultos. Isso ocorre porque, antes de 2006, o calendário nacional de vacinação previa apenas uma dose de imunização contra a doença, diferente do que é recomendado hoje. Portanto, quem nasceu antes de 2006 precisa verificar qual é a sua situação vacinal e, dependendo da idade, procurar uma unidade de saúde e atualizar a carteira de vacinação.

Contágio, sintomas e tratamento

O que é o sarampo e como é transmitido?
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida de pessoa a pessoa por tosse, espirros, contato pessoal próximo ou contato direto com secreções infectadas. As complicações mais comuns são otite, pneumonia, diarreia, encefalite e problemas neurológicos. A doença pode, em alguns casos, levar a morte. 

Quanto tempo dura o período de contágio?
O vírus pode ser transmitido seis dias antes até quatro dias depois de as lesões de pele (manchas vermelhas), características da doença, aparecerem. O período de maior transmissibilidade ocorre 48 horas antes e até 48 horas depois do início dessa manifestação da pele. Estima-se que a capacidade de contaminação do vírus do sarampo é até quatro vezes maior que a do o vírus da gripe.

Quais são os sintomas da doença?
Coriza, tosse, conjuntivite e febre (igual ou maior que 38°C). Poucos dias depois, a febre fica mais alta (maior que 39°C) e aparece o exantema ou rash ("grosseirão no corpo", com manchas vermelhas que começam geralmente no rosto e na parte de trás das orelhas e pescoço para, nos dias seguintes, avançarem para o abdome, braços e pernas). Este exantema não coça nem dói e, caso se faça pressão no local, desaparece instantaneamente (voltando em seguida).

Essa fase pode durar até cinco dias, mesmo período em que a febre começa a abrandar.

Quando é a hora de procurar o serviço de saúde? 
Ao perceber que a febre não cessa e as manchas na pele já começaram a aparecer, procure o serviço de saúde imediatamente. Caso você tenha viajado para algum local com surto nas últimas semanas ou tenha tido contato com alguém que tenha sido diagnosticado com sarampo recentemente, procure o serviço de saúde no primeiro dia que apresentar febre. 

Qual o tratamento para o sarampo? 
Não existe tratamento antiviral específico para a doença, apenas para seus sintomas. As principais complicações são evitadas com nutrição, ingestão de líquidos, sendo os antibióticos indicados apenas se houver complicações como infecções nos olhos, ouvidos ou pulmões. No caso de crianças, também são prescritos suplementos de vitamina A para prevenir danos oculares e cegueira.

Porque está se falando tanto em sarampo agora? 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou ocorrência da doença em 181 países este ano. No Brasil, os casos com mais ocorrências são São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

A suspeita é que o vírus que circula em São Paulo – estado com mais de 1,5 mil casos até o momento – tenha sido levado para lá por viajantes não vacinados anteriormente, vindos de países da Europa e Ásia. 

Por que a doença voltou depois de muitos anos erradicada?
Por conta de haver, principalmente entre adultos, bolsões de populações (em diferentes regiões do país) que não foram devidamente vacinados contra o sarampo. Sabe-se que a única forma de manter a doença sobre controle é garantir que mais de 95% da população esteja imunizada. Em Curitiba, a cobertura vacinal contra o sarampo das crianças de 1 ano de idade é atualmente 99,4%. Em outras faixas etárias, em todo o país, este índice de cobertura vacinal é desconhecido.

Fora de momentos de surto, como é feita a imunização contra o sarampo? 
O esquema vacinal vigente prevê duas doses de vacina contra o sarampo: uma dose da tríplice viral ou SCR (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade e uma dose da tetra viral ou SCRV (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela) aos 15 meses de idade.

Quem não completou este esquema vacinal quando era criança precisa atualizar a carteira de vacinação. Adolescentes e adultos, menores de 30 anos, precisam ter tomado durante a vida duas doses de tríplice viral ou SRC (ou uma da tríplice e outra da tetra viral). Já os adultos de 30 a 49 anos precisam ter tomado, ao menos, uma dose da tríplice viral após 1 ano de idade.
Quem já tomou duas doses da vacina em algum momento da vida é considerado imunizado e protegido do sarampo. 

O que é a dose zero? 
Desde 22/08/2019, uma nova recomendação do Ministério da Saúde orienta que as crianças de 6 a 11 meses de idade recebam uma dose extra desta vacina.  A dose da vacina contra o sarampo nessa faixa etária, porém, não será considerada válida para fins do Calendário Nacional de Vacinação da Criança. As crianças de 6 a 11 meses que forem vacinadas neste momento precisarão também receber depois as duas doses previstas no calendário de rotina, aos 12 meses e 15 meses. Essa dose adicional para bebês de 6 a 11 meses conferem imunidade temporária e não para toda a vida. Por isso é necessário fazer as doses de rotina depois.

O que é bloqueio vacinal? 
Quem teve contato há poucos dias com uma pessoa com suspeita de sarampo deve receber a vacina o quanto antes, se não estiver com as doses em dia.