O serviço Disque Solidariedade, da Prefeitura de Curitiba, que recebe doações de móveis, roupas e eletrodomésticos usados, conquistou um avanço importante no último mês: os protocolos para recolhimento de doações que ainda estavam em aberto foram zerados e estão dentro do prazo de atendimento estipulado pela Central 156. Esse trabalho mais concentrado fez com que a média de espera para a coleta das doações - que chegou a ser de um ano - seja agora de apenas cinco dias.
Em função da forte chuva que atinge Curitiba, as doações são ainda mais importantes, pois desta forma será possível refazer o estoque, já que a Prefeitura está destinando o que foi recolhido para as famílias que perderam móveis, colchões e eletrodomésticos com o alagamento.
De acordo com o coordenador do Disque Solidariedade, Luis Carlos Costa, a redução do tempo de espera é resultado de um trabalho de reestruturação administrativa. “Chegamos a ter mais de 2 mil protocolos pendentes para atendimento em 2011. As pessoas que queriam doar chegavam a esperar mais de um ano pelo recolhimento. No início deste ano, eram 372 casos ainda pendentes. Readequamos a operacionalização e em fevereiro diminuímos os atendimentos que ainda precisavam de uma conclusão para 70, e conseguimos zerá-los em maio”, conta.
Por causa disso, é possível atender a demanda atual (cerca de 45 novos protocolos por dia) quase imediatamente. “O nosso maior desafio é aumentar o número de doadores e por causa dessa agilidade que conseguimos dar para o atendimento, estamos muito confiantes que isso irá acontecer”, diz Luis Carlos.
Logística
O Disque Solidariedade recebe as doações de cidadãos que queiram se desfazer de móveis, equipamentos de uso doméstico, roupas e calçados em condições de uso. Quando o tempo entre a solicitação de doação e recolhimento do material ultrapassava um ano, em muitos casos o donativo acabava sendo descartado pelas más condições.
Interessados em fazer doações devem ligar para o 156. A partir disso é gerado um protocolo de atendimento, repassado ao Disque Solidariedade, que cuida de toda a logística de coleta. Os materiais que chegam ao armazém primeiro passam por uma triagem e os que necessitam de reparo são encaminhados aos parceiros que cuidam da manutenção.
Os donativos são encaminhados a famílias em situação de vulnerabilidade social atendidas pela Fundação de Ação Social (FAS) cadastradas nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) da cidade.