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Smart City Expo

Mudança climática pede ações rápidas e engajamento das pessoas

Conexão, uso de dados e engajamento dos municípios e das suas populações estão entre as soluções apontadas para o enfrentamento das mudanças climáticas no mundo. O assunto foi discutido no painel Mudança Climática: um desafio de uma geração, na programação do Smart City Expo. - Na imagem, a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias. Curitiba, 21/03;2019. Foto: Luiz Costa/SMCS

Conexão, uso de dados e engajamento dos municípios e de seus moradores estão entre as soluções apontadas para o enfrentamento das mudanças climáticas no mundo. O assunto foi discutido no painel Mudança Climática: Um Desafio de Uma Geração, no Smart City Expo, que termina nesta sexta-feira (22/3), no Expo Barigui.

Entre os participantes da conversa, nesta quinta (21/3), estave a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias. Ela elencou as medidas tomadas pela Prefeitura, que incluem o estudo e a implantação de energias limpas, como a instalação de painéis solares, a redução de emissões de gases poluentes e a melhor gestão dos resíduos sólidos.

Para ela, quando se trata de questões de clima, existe urgência em se agir ao mesmo tempo em que se planeja. “Neste tema [do clima] nós não temos escolha, só temos pressa”, disse, citando uma fala atribuída ao prefeito Rafael Greca.

"O tempo é realmente um dos grandes desafios", reconheceu o mediador, o sócio-diretor do WTC, Sandro Nelson Vieira.

De fora

As experiências de Curitiba não são tão diferentes das que foram trazidas pela engenheira ambiental Andrea San Gil, da Costa Rica. Ela trouxe três projetos que têm em comum a busca pela atuação das cidades e o engajamento das populações.

“O que vai nos levar a conseguir sucesso nesse trabalho de mitigação e resiliência frente às mudanças climáticas é a sensibilização e ação de diversos atores e entidades”, acredita Andrea, também diretora do Centro para a Sustentabilidade Urbana da Costa Rica.

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Sua fala foi seguida pela do representante para o Brasil da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), Alessandro Amadio, que reforçou a necessidade de mudança de comportamento nas pessoas. Ele apresentou projetos de economia circular, que primam pelo desenvolvimento sustentável.

Ajuda da tecnologia

O CEO da companhia norte-americana RS21, Charles Rath, acredita no bom uso dos dados como ferramenta para esse enfrentamento. “Municípios precisam saber quais os impactos potenciais das mudanças climáticas, quais as consequências e o que se pode fazer a respeito”, detalhou. E esses problemas devem ser de conhecimento público. “Os dados abertos ajudam empresas como a minha, mas também a academia e outras entidades que possam se envolver nas soluções”, continuou.


Curitiba avança em plano para reduzir emissões de gases

No final de fevereiro, a cidade deu início à construção de um plano de governo alinhado à redução das emissões de gases do efeito estufa, que já deve ser implementado a partir de 2021.

A iniciativa faz parte do compromisso assumido pelo município e assinado pelo prefeito Rafael Greca com os requisitos do Acordo de Paris, tratado mundial para minimizar as consequências do aquecimento global.

A adoção dos objetivos do Acordo requer que as cidades reduzam emissões veiculares, melhorem a eficiência energética em edifícios, aumentem a geração de energia limpa e modifiquem os padrões de consumo, ao mesmo tempo em que fortalecem a capacidade de lidar com os impactos das mudanças climáticas por meio da adaptação.

“Com esse encontro, conseguimos ter a dimensão do quanto já avançamos e estamos avançando para diminuir as emissões de gases em Curitiba. Seja com os movimentos em direção ao uso de novas energias, como é o caso da implantação de painéis solares, com a preservação das áreas verdes ou ainda com a gestão eficiente dos resíduos sólidos”, resumiu a secretária Marilza.

As ações de Curitiba serão acompanhadas de perto pela rede C40, por meio do Programa de Planejamento de Ação Climática (PAC) para a América Latina. Com o apoio dos consultores, análise documental e entrevistas, já foi elaborada a Avaliação Estratégica para Curitiba. Com base neste diagnóstico, há validação do Plano de Trabalho para a elaboração do Plano de Ação Climática da Cidade de Curitiba.

Estão envolvidos nos planos a Procuradoria Geral do Município, o Ippuc, as secretarias municipais do Meio Ambiente, da Educação, de Obras Públicas e da Agricultura e Abastecimento, a Defesa Civil, o Imap, a Urbs, Sanepar e Copel.