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Operação Catraca Final

Ministério Público denuncia quadrilha que agia no transporte coletivo de Curitiba

Denúncia é resultante da Operação Catraca Final, realizada no fim de junho, que teve como objetivo desarticular uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais dentro dos ônibus

Coletiva de imprensa da Polícia Civil sobre a Operação Catraca Final. Curitiba, 30/06/2026. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra 22 pessoas investigadas por crimes de associação criminosa, furtos qualificados e estelionatos cometidos no transporte coletivo de Curitiba.

A denúncia é resultante da Operação Catraca Final, realizada no fim de junho, um trabalho integrado entre a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) e a Polícia Civil do Paraná que teve como objetivo desarticular uma associação criminosa especializada em crimes patrimoniais nos ônibus do transporte coletivo.

A denúncia, da 6ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal de Curitiba, abrange a prática de 121 condutas delituosas. As condutas foram apuradas após análise do sistema de identificação facial de acesso ao sistema de transporte público de Curitiba, que indicaram o uso conjunto de cartões-transporte e de crédito furtados.

Os alvos principais da associação eram idosos, vitimados em ações rápidas e mediante simulação de tumulto a fim de anular qualquer possibilidade de reação por parte dos ofendidos. Durante a investigação, foram recuperados cartões-transporte de outras cidades, além de máquinas de cartões bancários.

A investigação foi iniciada em fevereiro deste ano com a criação de uma força-tarefa envolvendo a Delegacia de Furtos e Roubos e a Urbs, por meio do seu Centro de Controle Operacional (CCO), com o objetivo de identificar os criminosos e gerar provas das condutas.

De acordo com a polícia, o modus operandi dos criminosos era o de distrair as vítimas. Enquanto parte do bando utilizava a superioridade numérica para realizar um cerco físico e anular a capacidade de percepção do alvo e de terceiros, o executor principal valia-se de anteparos, como blusas ou moletons sobre o braço ou mochilas posicionadas à frente do corpo, para camuflar a ação das mãos enquanto acessava bolsas e bolsos das vítimas.

"Nossas equipes do Centro de Controle Operacional disponibilizaram imagens das estações, dos ônibus e informações do cartão-transporte com biometria facial. Com base nesse material, a Polícia Civil conseguiu identificar os envolvidos e realizar a operação", explicou o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Golpe da maquininha

Em alguns episódios, integrantes do grupo operavam com máquinas de cartão portáteis retiradas da mochila para processar transações fraudulentas de forma instantânea. Além disso, utilizavam os cartões-transporte de idosos isentos do pagamento de passagem para obter acesso livre e embarcar nos ônibus sem pagar.