Texto: Miguel Angelo de Andrade
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
O trabalho integrado entre a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na Operação Catraca Final, desencadeada com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em crimes patrimoniais no interior de ônibus do transporte coletivo de Curitiba.
As forças policiais estão nas ruas para cumprir 22 ordens de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão em endereços de Curitiba Piraquara, Pinhais, Campo Largo, Colombo e Fazenda Rio Grande, além de ramificações identificadas na cidade de Londrina.
Integração Urbs e Polícia Civil
A investigação foi iniciada em fevereiro deste ano com a criação de uma força-tarefa envolvendo a Delegacia de Furtos e Roubos e a Urbs, por meio do seu Centro de Controle Operacional (CCO), com o objetivo de identificar os criminosos e gerar provas de suas condutas.
De acordo com a polícia, o modus operandi do bando era o de distrair as vítimas. Enquanto parte do bando utilizava a superioridade numérica para realizar um cerco físico e anular a capacidade de percepção do alvo e de terceiros, o executor principal valia-se de anteparos como blusas ou moletons sobre o braço ou mochilas posicionadas à frente do corpo para camuflar a ação das mãos enquanto acessava bolsas e bolsos das vítimas.
Golpe da maquininha
Em alguns episódios, integrantes do grupo operavam com máquinas de cartão portáteis retiradas da própria mochila para processar transações fraudulentas de forma instantânea. Além disso, utilizavam os cartões-transporte de isenção subtraídos das próprias vítimas idosas para obter acesso livre e transitar pela rede de transporte público sem realizar o pagamento de tarifas.
Entre os crimes investigados estão associação criminosa, roubo, furto qualificado, estelionato e receptação.