A Regional Fazendinha/Portão foi a terceira administração vistoriada pela equipe do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), depois do Cajuru e Boa Vista. A visita foi feita nesta quarta-feira, (27/5) e percorreu os principais pontos de gargalos viários elencados pela equipe do administrador regional Rodrigo Reis.
A segunda maior regional da cidade, com 3.111 mil hectares, reúne 203 mil moradores de nove bairros: Água Verde, Parolin, Guaíra, Portão, Vila Izabel, Seminário, Fazendinha, Santa Quitéria e Campo Comprido. Dados da publicação Retrato das Regionais a indicam também como a de maior densidade demográfica de Curitiba, com 65 moradores por hectare. Setenta por cento das atividades comerciais são concentradas no Água Verde, Portão e Vila Izabel.
A Regional Fazendinha/Portão é a segunda mais verticalizada da cidade, com 62% das residências em edifícios, ou 22% de todos os apartamentos da cidade. A alta concentração populacional tem impacto no sistema viário e na infraestrutura de mobilidade. O território concentra 32 quilômetros de infraestrutura cicloviária e 813 quilômetros de linhas de ônibus, a segunda quilometragem entre as regionais.
Os deslocamentos viários são os que mais preocupam a equipe da administração regional. “Identificamos pontos que precisam de soluções de organização de fluxo, para facilitar o trânsito e reduzir congestionamentos nos horários de pico”, explicou Rodrigo Reis.
Um dos pontos é a confluência das ruas Renato Polatti, Luiz Ronaldo Canalli e José Benedito Cotolengo, no Campo Comprido. O local concentra diferentes movimentos e direções de fluxo, tornando acessos perigosos e acúmulo de veículos em horários críticos. Também foram avaliados pela equipe do Ippuc os fluxos da Rua Carlos Dietzsch e da Rua João Alencar Guimarães, além de alternativas de rotas de circulação dos bairros na Ulisses Vieira, Eduardo Sprada e Major França Gomes.
Além do sistema viário, a administração regional solicitou ainda a continuidade do parque linear às margens do Rio Pinheirinho, no Parolin, para ocupação de áreas públicas e oferta de lazer e esporte para a comunidade.
“As vistorias são importantes para a escuta dos moradores e para fazer os encaminhamentos de forma mais eficiente. Com técnicos de diferentes áreas, conseguimos evoluir nas soluções ainda durante as visitas”, avalia Cléver Almeida, assessor da presidência do Ippuc.