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Responsabilidade previdenciária

IPMC atualiza a política de investimentos para 2026 e cumpre decisão válida para todo o País

Após aprovação da política para este ano, em dezembro, Conselho Monetário Nacional definiu mudanças que impactam em aproximadamente 2.100 regimes de previdência

Reunião do Comitê de Investimentos do IPMC para aprovação dos ajustes na política de investimentos para 2026.. Curitiba, 10/02/2026. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

O Conselho de Administração do IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba) aprovou, nesta quinta-feira (12/2), durante reunião extraordinária, os ajustes necessários na política de investimentos do Instituto para 2026. As adequações foram necessárias porque uma resolução do Conselho Monetário Nacional do dia 18/12 estabeleceu novas regras aos regimes próprios de previdência (RPPS), tais como o IPMC.

Entre outros aspectos, pela primeira vez, a norma atrelou os tipos de aplicações de recursos a que cada RPPS tem acesso ao nível de aderência no Pró-Gestão RPPS, o Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social do Ministério da Previdência Social.

O IPMC está entre os 124 RPPS do Brasil que estão no Nível II. As mudanças impostas pela decisão do CMN afetaram todos os regimes de previdência, aproximadamente 2,1 mil. A política de investimentos do IPMC foi aprovada dia 16/12, dois dias antes da decisão do CMN.

Antes da reunião desta quinta-feira (12/2), o assunto foi tema da reunião ordinária do Comitê de Investimentos do IPMC realizada na terça-feira (10/2). As duas reuniões foram na sede do IPMC, no Alto da Glória.

Nos encontros dos colegiados, a presidente do IPMC, Jocelaine Moraes de Souza, que integra o Conselho Nacional dos Regimes Próprios de Previdência Social (CNRPPS), destacou a relevância do debate técnico sobre a nova resolução na esfera nacional e que tem a participação de Curitiba.

“Desde janeiro, o diretor financeiro do IPMC, Marcos Litz, integra o grupo de trabalho formado por especialistas que se dedica à discussão detalhada da resolução, com possibilidade de alterações futuras na legislação”, argumentou a presidente.

Limites

Como a política de investimentos estabelece as categorias de investimentos que poderão ser utilizados ao longo do ano, os limites impostos por nível de aderência do Pró-Gestão exigiram ajustes no documento que norteia as estratégias adotadas para ampliar a rentabilidade do patrimônio do IPMC.

Alguns aspectos valorizados na nova resolução já são atendidos pelo Instituto, como as práticas de gestão de riscos e a utilização de plataformas eletrônicas, processo que já vem sendo utilizado no RPPS da Prefeitura de Curitiba, desde 2025.

“Temos modelo e controle de risco devidamente implantado e em funcionamento”, citou o diretor Marcos Aurelio Litz. Ele destacou ainda as alçadas de aprovação dos investimentos, outro ponto indicado no documento do CMN e já observado no IPMC em relação aos níveis de decisão para cada percentual da carteira de investimentos.

Governança é prioridade

Na reunião desta quinta-feira (12/2), a presidente do IPMC, Jocelaine Moraes de Souza, frisou que o Instituto já vem trabalhando para subir o seu nível de aderência no Pró-Gestão. A última certificação foi alcançada em maio de 2025.

Ela e o diretor Litz ressaltaram, nos dois colegiados, a importância da governança na previdência municipal. “A boa governança possibilita o acesso a classes de ativos diferenciadas, ou seja, produtos financeiros de grande qualidade”, afirmou o diretor Financeiro.

Governança é um sistema que utiliza princípios e adota mecanismos estratégicos que auxiliam na tomada de decisões e no monitoramento da gestão. Tudo deve estar alinhado às melhores práticas de gestão, observando princípios como a ética, a transparência, a integridade, entre outros.

Prudência e segurança 

Para ressaltar pontos importantes da política de investimentos elaborada em 2025 para o ano de 2026 e todas as etapas cumpridas pelo IPMC, Litz lembrou o longo processo que incluiu momentos para as dúvidas dos conselheiros e discussão, etapas que antecederam a aprovação em dezembro.

Ele destacou também o papel dos estudos de ALM (que significa Asset Liability Management), sistema estatístico que gerencia os riscos levando em conta ativos e passivos, ou seja, os recursos que o regime próprio tem e os compromissos financeiros que terá no futuro, como o pagamento de aposentadorias e pensões. O objetivo principal para o IPMC é reduzir os riscos de geração de déficit ao longo do tempo, respeitando as metas atuariais ano a ano. Só em 2025, o IPMC realizou quatro estudos de ALM.

“Nós usamos estes estudos para fins de gestão. Não fazemos isso apenas porque somos obrigados. E ninguém toma decisões sozinho”, argumentou aos conselheiros. Em 2025, o Instituto realizou 14 reuniões do Comitê de Investimentos, quatro do Conselho de Administração e quatro do Conselho Fiscal.

Quanto aos imóveis, ele observou que não houve novas aquisições em 2025 (a última foi realizada em 2001). Também destacou que o IPMC tem estabelecido a destinação adequada para cada imóvel do seu patrimônio, conforme a sua vocação e potencial de mercado, otimizando os retornos.

Em 2025, ano de excelente resultado para o IPMC, os imóveis representaram no encerramento do ano o equivalente a 6% do total de investimentos do plano de previdência.

Jocelaine apontou que, ao atingir rentabilidade de 14,61% no seu patrimônio ano passado, ante a meta que era de 9,56%, o IPMC ultrapassou importantes regimes de previdência que tiveram resultados abaixo desse patamar. “Nossos números são significativos e chegamos à marca de R$ 2,616 bilhões no nosso patrimônio num ano iniciado com R$ 2,180 bilhões”, concluiu.