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Sustentabilidade previdenciária

IPMC bate meta de 2025 e alcança maior patrimônio dos últimos 20 anos

Com patrimônio de R$ 2,6 bi, regime de previdência dos servidores municipais de Curitiba supera em mais de 150% a meta prevista para 2025. Foto: Ricardo Marajó/SECOM (arquivo)

Texto: Fabiana Fernandes

Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)

O Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC), regime próprio de previdência (RPPS) dos servidores da Prefeitura anunciou, nesta segunda-feira (9/2), que superou em 153% a meta atuarial prevista para 2025. O resultado do ano confirma que o patrimônio alcançado foi o maior dos últimos 20 anos, chegando à marca de R$ 2,616 bilhões. No início do ano, ele era de R$ 2,180 bilhões.

O percentual alcançado reflete a rentabilidade do patrimônio de 14,61% ante a meta de 2025, que foi de 9,56% – equivalente ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador de inflação no Brasil calculado mensalmente pelo IBGE, somado a 5,08%. Esta taxa foi a meta fixada em 2024 para o ano seguinte. Para 2026, a meta será IPCA mais 5,59%.

Alcançar bons resultados durante um ano indica que o IPMC está financeiramente mais forte, equilibrado e sustentável para cumprir suas obrigações com os atuais e os futuros aposentados e pensionistas.

“Em 2025, além de melhora do ambiente macroeconômico que impulsionou investimentos como a Renda Variável – Bolsa de Valores, o mercado de juros continuou a oferecer taxas mais elevadas, e o IPMC aproveitou para revisar todos os investimentos, de forma a maximizar estes rendimentos”, detalha o diretor Administrativo-Financeiro, Marcos Aurelio Litz.

A boa rentabilidade do patrimônio permite ao IPMC honrar os compromissos previdenciários ao longo do tempo.

Horizonte de longo prazo

O diretor administrativo-financeiro, Marcos Aurelio Litz, ressalta o resultado prático do patamar alcançado pelo IPMC.

“A gestão financeira eficiente é um dos aspectos mais importantes para que o RPPS alcance sustentabilidade. Temos um conjunto de servidores que representam um compromisso de pagamento de benefícios de mais de 70 anos, ou seja, esse é o tempo que nós vamos ter pela frente para que os recursos sejam administrados da melhor forma possível e nós possamos garantir o pagamento das aposentadorias e pensões. Hoje seria até 2096”, explica.

O horizonte de tempo de gestão financeira muda todos os anos porque novos servidores se aposentam e outros ingressam no quadro.

Política de investimentos

No fim de 2025, os regimes próprios de previdência de todo o país estabeleceram a sua política de investimentos para o ano seguinte. No IPMC, a aprovação pelo Conselho de Administração, última etapa do processo que envolve os demais colegiados, foi realizada dia 16/12.

Entretanto, uma resolução do Conselho Monetário Nacional do dia 18/12 terá impacto na política de investimentos prevista para 2026. Pela primeira vez, a norma atrelou as aplicações de recursos a que cada RPPS terá acesso ao nível de aderência no Pró-Gestão RPPS, o Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social do Ministério da Previdência Social.

Atualmente, o IPMC está entre os 124 RPPS que estão no Nível II. A certificação é concedida em níveis de aderência, de acordo com o grau de implantação das práticas recomendadas para as três dimensões do Pró-Gestão: Controles Internos, Governança Corporativa e Educação Previdenciária.

Por isso, nesta semana, o Comitê de Investimentos do Instituto e o Conselho de Administração se reúnem para debater as mudanças necessárias na Política de Investimentos, conforme as novas regras.

O CMN é um órgão colegiado presidido pelo Ministério da Fazenda e composto pelo Banco Central do Brasil e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.