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Serviço de convivência

Horta comunitária do Cras Vila Verde cultiva alimentos, encontros e histórias de vida

Voluntários e servidores compartilham tarefas, histórias e aprendizados no SCFV do CRAS Vila Verde. Curitiba, 10/02/2026. Foto: Sandra Lima

No Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Vila Verde, no CIC, a horta comunitária vai muito além do cultivo de hortaliças. Entre canteiros de alface, pepino, berinjela e outras verduras e hortaliças, o espaço se transforma em um lugar de convivência, afeto e construção coletiva. Para quem participa, a horta é sinônimo de alegria, pertencimento e propósito, especialmente para aqueles que encontram ali uma rotina ativa e cheia de significado.

Entre os participantes da atividade estão pessoas atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Cras e voluntários da comunidade. Uma delas é Jane Gama, de 70 anos, que participa do cultivo da horta ao lado do marido. Para ela, o espaço vai além do plantio: é um momento de celebração e convivência, onde o trabalho se mistura com boas conversas, risadas e trocas de experiências. “Pra mim é maravilhoso, é uma festa. A gente se reúne, conversa, dá risada, planta, colhe e semeia junto”, conta.

A organização da horta acontece de forma coletiva e respeita as necessidades de cada participante. A produção é distribuída de maneira equilibrada, o que garante que todos possam levar um pouco do que foi cultivado com tanto empenho. A atividade acontece às quintas-feiras, pela manhã, mas todos os dias um voluntário fica encarregado de ir ao Cras para molhar as plantas. Mais do que a colheita, o processo reforça valores como solidariedade, cooperação e respeito.

Aos 77 anos, José Leonardo é um dos exemplos de dedicação ao projeto. Sempre ativo, ele participa do preparo dos canteiros, ajuda no plantio e na colheita e ainda contribui com mudas, materiais e insumos para a horta. Para ele, o trabalho coletivo traz satisfação e mantém o corpo e a mente em movimento. “A gente trabalha unido em prol da comunidade. É muito gratificante ver tudo crescendo e todo mundo junto”, afirma.

Todas as idades

A presença de pessoas de diferentes idades e trajetórias reforça o caráter inclusivo da iniciativa. Para muitos, a horta se torna uma alternativa para evitar o isolamento, pois estimula o convívio social e a sensação de utilidade. “É melhor do que ficar em casa”, resume José Leonardo, ao falar da importância de se manter ativo.

A educadora social Hedilayne Dias, acompanha de perto a rotina da horta e ajuda a organizar a divisão dos alimentos. Segundo ela, tudo é feito com conversa e cuidado, para que todos se sintam contemplados. Cada semana, os produtos são distribuídos de forma variada, permitindo que todos levem um pouco de cada colheita. “A gente faz a divisão para que todo mundo leve um pouquinho. Quem não quer um item, a gente repassa para quem quer”, explica.