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Por trás do crachá

Herança de cuidado: enfermeira segue os passos da mãe e mantém vivo legado na Saúde de Curitiba

Inspirada pela mãe, a enfermeira Alitheia Karla da Silva segue dedicando sua trajetória ao cuidado e à promoção da saúde dos curitibanos. Curitiba, 09/03/2026. Foto: Hully Paiva/SECOM

Desde muito nova, Alitheia Karla da Silva passava suas tardes livres na Unidade de Saúde Iracema, observando a mãe, Maria Tereza, trabalhar como enfermeira. “Eu ficava ali na unidade, na sala de espera, vendo-a trabalhar. E o carinho que ela tinha com os pacientes, que ela acolhia, fazia os atendimentos, isso ficou bem marcado na minha memória”,  relembra.

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Alitheia Karla da Silva, enfermeira da unidade de saúde Ouvidor Pardinho

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Ela guarda com carinho a imagem de sua mãe passando os informativos de prevenção em meio às salas de espera, aproveitando as oportunidades para conscientizar a população. Hoje, mais de 30 anos depois, Alitheia segue os passos da mãe como enfermeira da Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho. “O interessante é que, hoje em dia, eu faço isso também. Quando tem algumas demandas difíceis, que a sala de espera está cheia, eu passo algumas informações importantes. Eu conversei com ela e eu falei assim: ‘nossa mãe, eu estou fazendo a mesma coisa que você agora’”.

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Alitheia Karla da Silva, enfermeira da unidade de saúde Ouvidor Pardinho

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O humor como ferramenta de transformação também faz parte da trajetória de Alitheia. Na juventude, atuou como palhaço da alegria em orfanatos e asilos; mais tarde, a convite da mãe, com a ONG italiana Rede Esperança, integrou a Pastoral da Criança no projeto Fome Zero, idealizado por Zilda Arns. Embora tenha deixado as fantasias no passado, ela destaca que a “alma do palhaço” permanece como um princípio fundamental em sua vida.

Quando foi diagnosticada com pericardite decorrente de complicações pós-covid, ela sentiu na pele a importância do trabalho da enfermagem no cuidado com os pacientes. 

“Às vezes, quando se é paciente, a gente recebe um cuidado diferenciado, com carinho, com olhar, com toque. E quando eu me tornei paciente, eu consegui perceber essa diferença do profissional.”

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“E quando eu estava me recuperando, já estava conseguindo dar uns cinco, seis passos, o edital me convocou . E como estava tudo on-line, até eu entregar os documentos, até a nomeação, eu já tinha recebido alta. Então foi uma gratidão muito grande começar a ser servidora pública”. Em setembro de 2021, aos 44 anos, ela assumiu como enfermeira e realizou o que sempre foi o sonho de Maria Tereza. “Minha mãe, um dos sonhos dela desde que eu era adolescente, era que eu fosse enfermeira; demorou um pouco para virar minha vocação de ser servidora pública”, relata.

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Logo que assumiu, ela foi designada para a unidade Vila Feliz, referência em vacinação contra o coronavírus. “Eu sempre digo para os meus pacientes que não era para eu morrer de covid, porque era para eu trabalhar na Prefeitura e por isso que eu estou trabalhando até hoje”, declara.

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Em seu tempo na unidade, ela passou a entender mais a fundo a importância da promoção da saúde para a população. “Você não transforma apenas aquele paciente, mas você transforma toda a sua família e, consequentemente, toda a sua comunidade”, diz.

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O orgulho em seu trabalho veio do berço; agora, com cerca de 27 anos de enfermagem, juntando o técnico com o de enfermeira, Alitheia vê nas palavras da mãe um eterno lembrete da importância de sua profissão. “Minha mãe sempre falava assim: ‘quando você é profissional da enfermagem, você tem que andar com a cabeça erguida, e dormir com a consciência de que você fez um excelente trabalho’”.

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Sua mãe, Maria Tereza da Silva, entrou para a Prefeitura Municipal de Curitiba em 1994, aos 43 anos. Foi uma das primeiras auxiliares de enfermagem formadas no Paraná, em 1974. Em 2012, ela se aposentou com 40 anos de profissão e deixou a cargo da filha manter seu legado.

Unidas por laços que vão além do sangue, Alitheia e Maria compartilham também a proximidade no calendário de aniversários: respectivamente dias 9 e 10 de março.

Agora, repetindo os passos de sua mãe, Alitheia encontra nas memórias da sala de espera o lembrete de uma vida toda ligada às unidades de saúde de Curitiba. “A sala de espera me remete ao tempo que eu estava sentada como criança e adolescente observando a minha mãe. E ali surgiu a oportunidade de eu crescer, de me profissionalizar”.

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