Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A Fundação de Ação Social (FAS) vai intensificar os serviços de abordagem social e acolhimento de pessoas em situação de rua na noite desta terça-feira (2/6) e madrugada de quarta-feira (3/6), em razão da previsão de baixas temperaturas em Curitiba.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a temperatura mínima prevista é de 8°C, com sensação térmica de 6°C. Esta será a sexta ação intensificada realizada pela FAS em 2026, medida adotada sempre que há previsão de temperaturas iguais ou inferiores a 8°C, o que aumenta o risco de hipotermia para pessoas expostas ao frio.
A ação integra a Operação Inverno, lançada em 15 de maio pela Prefeitura de Curitiba, com apoio da Defesa Civil do município.
Durante a operação, a FAS manterá 19 equipes de abordagem social nas ruas, das 18h à 1h. Dez delas trabalharão na Regional Matriz e as outras nove atenderão as demais regionais da cidade.
Nos demais horários, o atendimento seguirá de forma ininterrupta, 24 horas por dia, por meio da Central de Encaminhamento Social (CES), com apoio dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) durante o período diurno.
“Quando as temperaturas caem, nosso trabalho ganha ainda mais importância. Reforçamos as equipes e ampliamos a oferta de acolhimento para garantir proteção e atendimento a quem está em situação de rua. Nosso objetivo é que nenhuma pessoa fique desassistida durante os períodos de frio mais intenso”, diz o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues.
Busca ativa
As equipes farão busca ativa e também atendimento às solicitações registradas pela população por meio da Central 156. Em noites com temperaturas mais altas, o município mantém dez equipes de abordagem social em operação.
As pessoas que aceitarem atendimento serão encaminhadas para unidades de acolhimento próprias e parceiras da Prefeitura. Nos espaços, recebem alimentação, local para higiene pessoal, pernoite e proteção contra o frio.
Nos casos em que houver necessidade de atendimento médico, as equipes poderão acionar o Samu ou encaminhar a pessoa para uma unidade de pronto atendimento. Já para quem recusar acolhimento e estiver com pouca proteção contra o frio, serão entregues cobertores e mantas térmicas.
Atendimento social e reconstrução de trajetórias
Além de oferecer alimentação e um local seguro para dormir, a rede de acolhimento do município desenvolve um trabalho social voltado à superação das situações de vulnerabilidade. A partir do acompanhamento individualizado, as pessoas podem ser encaminhadas para serviços e políticas públicas de acordo com suas necessidades, como emissão de documentos, acesso à saúde, tratamento para dependência química, qualificação profissional e reinserção familiar.
“O acolhimento é uma porta de entrada para um trabalho social mais amplo. Nosso objetivo é criar oportunidades para que essas pessoas reconstruam vínculos, recuperem a autonomia e possam desenvolver novos projetos de vida”, explica Renan.
Curitiba conta atualmente com 1.769 vagas de acolhimento distribuídas em 33 unidades, oficiais, parceiras e contratadas. Se necessário, a Prefeitura pode acionar o plano emergencial de acolhimento, com a abertura de abrigos provisórios em espaços públicos ou comunitários, conforme previsto no Plano de Contingência Municipal. A operação envolve dez secretarias municipais.
Como ajudar
A participação da população é importante durante os períodos de frio intenso. Sempre que identificar uma pessoa em situação de rua exposta às baixas temperaturas, o cidadão pode solicitar atendimento pela Central 156, por telefone, site ou aplicativo. As informações são encaminhadas às equipes da FAS, que realizam a abordagem social e oferta de serviços.