A Casa da Mulher Brasileira (CMB) recebeu, na tarde desta sexta-feira (31/8), 70 pessoas interessadas em conhecer os serviços prestados às vítimas de violência dentro da Casa. A roda de conversa é realizada na última sexta-feira de cada mês e reúne representantes da sociedade civil organizada.
Participaram do encontro estudantes de universidades, e de escolas públicas e privadas, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Foi feita uma palestra para mostrar o funcionamento da Casa da Mulher Brasileira e todos esclareceram dúvidas.
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De acordo com Sandra Praddo, coordenadora-geral da CMB, o objetivo é divulgar serviços, mas, principalmente, atuar na prevenção de casos de violência. “Só com educação e informação é que poderemos mudar a cultura do machismo no Brasil, que faz vítimas todos os dias”, ressaltou Sandra.
Ludimila Oliveira de Carvalho, professora de sociologia, levou seus alunos do ensino médio para conhecer o local. A atividade faz parte do programa Criatividade, Atividade e Serviço (CAS) do Colégio Suíço de Pinhais, que estimula a participação voluntária em atividades de interesse social. “Eles serão multiplicadores dos direitos das mulheres e do combate à violência intrafamiliar”, afirma a professora.
Simone Pizzatto Araújo e Bianca Artjomand explicaram como funciona o atendimento psicossocial feito por elas na CMB: depois da triagem, as mulheres passam pela escuta qualificada feita por psicólogas e assistentes sociais, com objetivo de minimizar o impacto da violência sofrida e resgatar a autoestima, autonomia e cidadania.
A advogada, Adriana Bezerra, ainda explicou os serviços prestados pelo Estado na CMB e Lislaine Seneiko Szumski, guarda da Patrulha Maria da Penha, falou do esforço para que as medidas protetivas sejam respeitadas.