Texto: Maria de Los Angelez Gonzalez Duarte
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Esta semana, a Secretaria Municipal da Educação abriu uma série de reuniões técnicas com servidores para a construção conjunta de ações de educação especial e inclusiva. Participam também as equipes dos dez Núcleos Regionais da Educação.
As rodadas de conversa são organizadas pela Coordenadoria de Inclusão e Atendimento Educacional Especializado (CIAEE). Os encontros começaram nesta segunda-feira (8/6) pelo Cajuru e continuam nesta terça-feira (9/6) em Santa Felicidade (veja cronograma completo abaixo).
A superintendente de Gestão Educacional, Estela Endlich, destaca que o formato de debates é inédito na rede municipal de ensino.
“Os programas e as ações de inclusão estão sendo construídos e aprimorados constantemente, com a participação dos professores. A partir dessa escuta, que é fundamental, realizamos um trabalho conjunto em benefício dos nossos estudantes”, pontua a superintendente.
Atendimento especializado
O atendimento em inclusão na rede municipal de ensino de Curitiba é amplo e realizado conforme as especificidades de cada aluno. Escolas e classes especiais, salas de recursos multifuncionais e de aprendizagem, Centros Municipais de Atendimento Educacional Especializado (CMAEEs) nas dez regionais equipados e com profissionais qualificados, transporte especial, formações continuadas para professores e ações pedagógicas específicas integram a estrutura ofertada a crianças e estudantes com deficiências e transtornos diversos.
Atualmente, são mais de 11 mil beneficiados com algum tipo de atendimento na rede pública municipal, que conta com quatro escolas especiais, além de centros específicos para Transtorno do Espectro Autista, Síndrome de Down e Superdotação/Altas Habilidades.
A Coordenadoria de Inclusão e Atendimento Educacional Especializado coordena todos os processos referentes à orientação e ao atendimento de estudantes que apresentam deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, transtorno do espectro do autismo, altas habilidades/superdotação, transtorno de conduta e necessidades educacionais específicas, com base nos fundamentos da educação inclusiva. A CIAEE garante suporte teórico, metodológico e orientação aos profissionais da educação de toda a rede municipal.
A coordenadora da CIAEE, Carolina Corrêa, explica que são 15 modalidades de atendimento oferecidas a estudantes em processo de inclusão, o que inclui crianças com Transtorno do Espectro Autista, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, síndrome de Down, comprometimento motor, Transtornos Funcionais Específicos, além de atendimento hospitalar, entre outros.
“Mais que apresentar propostas, queremos ouvir relatos e experiências que nos permitam construir caminhos juntos”, frisou a coordenadora.
Conforme a legislação, os profissionais de apoio são designados para os casos em que o estudante necessita de ajuda para alimentação, higiene e locomoção.
Transporte gratuito
A Prefeitura de Curitiba garante ainda o transporte dos estudantes da educação especial, tanto dos matriculados em escolas públicas quanto nas particulares situadas dentro do limite urbano. Os ônibus são adaptados, com cintos de três ou cinco pontos, plataforma elevatória para acessibilidade e espaço para as cadeiras de rodas, além do acompanhamento de atendentes que recebem formação específica para atuação dentro dos ônibus.
Quem mora em Curitiba, tem renda até três salários mínimos e o filho está matriculado em escola especial, deve procurar o Sistema de Transporte para a Educação Especial (Sites), administrado pela Secretaria Municipal da Educação.
Para ter acesso ao Sites, a criança precisa apresentar dependência e deficiência (física, mental, intelectual ou sensorial) de longo prazo, comprovadas por meio de avaliação prévia e laudo de profissional especializado.
Os ônibus têm rotas preestabelecidas e horários definidos. Motoristas e atendentes do sistema passam por formação específica para garantir a segurança de todos.