Ampliar a parceria que a Associação Paranaense do Diabético (Apad) mantém com o município e levar informações sobre prevenção e manejo da diabete também para a população 60+. Esse foi o objetivo da visita que representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) fizeram à entidade nesta terça-feira (13/01).
“Podemos levar ações de conscientização e multiplicação de informações sobre essa doença crônica para os frequentadores de ambientes como os Espaços Conviver (antigos Catis)”, conta a diretora do Departamento de Políticas da Pessoas Idosa da SMDH, Luciana Faria, que liderou o grupo.
No ano passado, o vice-presidente da Apad, Nivaldo Assumpção, participou da apresentação do projeto da SMDH para estruturação de espaços de convivência para idosos com inspiração nos centros-dia e elogiou. O encontro teve como público-alvo as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) de Curitiba. “Podemos ampliar muito o alcance dos grupos de convivência da nossa associação”, disse, na ocasião.
Cenário
A iniciativa é importante porque em Curitiba, que tem cerca de 320 mil pessoas a partir de 60 anos, o diabetes é a segunda causa mais prevalente em pessoas 60+. A primeira é hipertensão arterial. Os dados são da Secretaria Municipal da Saúde.
Segundo o órgão, das cerca de 70 mil pessoas cadastradas no programa de Diabetes Melitus, cerca de 48 mil têm 60 anos ou mais. Isso representa 69% das pessoas com diagnóstico para a doença e 15% dos idosos da cidade.
Doença crônica e muitas vezes silenciosa para a maioria das pessoas, o Diabetes Melitus pode apresentar sinais como boca seca, sede em excesso, aumento da frequência urinária, muita fome e perda repentina de peso.