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Guarda responsável

Depois de 2 anos, gata Penélope volta para casa toda faceira graças a microchip implantado pela Prefeitura

O microchip é um microcircuito eletrônico contendo um código único e inalterável. Ele é implantado gratuitamente nos mutirões de castração da Prefeitura para identificar o pet e o vincular ao seu responsável

Gata é reencontrada pela dona graças ao microchip implantado pela Prefeitura de Curitiba. Foto: Divulgação

Texto: Adriano Kotsan
Prefeitura de Curitiba

Um dia Penélope acordou e decidiu dar uma volta. O problema é que voltaria só 2 anos depois. Penélope é a gata de Silvia Santos da Silva, moradora do Bairro Alto. O reencontro das duas só foi possível graças ao microchip na pele implantado gratuitamente pela Rede de Proteção Animal, da Prefeitura de Curitiba, durante um mutirão de castração.

O microchip é um microcircuito eletrônico contendo um código único e inalterável, que identifica o pet e o vincula ao seu responsável. Ele é aplicado sob a pele do animal, na região da base do pescoço. 

Quem encontrou a gata Penélope foi Jasmine Moreira, moradora do Alto da XV. A gata estava a cerca de 6 quilômetros de casa. 

“Encontramos ela na manhã do dia 25 de maio, em frente ao edifício onde moramos. Ela estava com medo, miando bastante e assustada. Achei que tinha sido atropelada”, contou Jasmine.

Ela resgatou a gata e a levou para uma clínica veterinária perto de casa. “Lá a gente fez a verificação e descobrimos que Penélope tinha um microchip. Os dados mostraram que ela estava cadastrada na Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba. Conseguimos o nome da tutora e entrei em contato com a Rede de Proteção Animal”, contou.

História da Penélope

Antes do giro do Bairro Alto para o Alto da XV, a vida de Penélope teve outras mudanças. Ela foi encontrada ainda filhote em um terreno baldio em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. A tutora Silva adotou-a bebezinha e fez o cadastro no site da Rede de Proteção Animal.

“Levamos a gata para a castração no mutirão gratuito da Prefeitura e lá colocaram o microchip. Foi com ele que conseguimos achar a Penélope depois de tanto tempo”, contou Silvia.

O sumiço aconteceu quando Silvia precisou se mudar e Penélope ficou na casa da ex-cunhada, na mesma rua do Bairro Alto. “Em três dias que ela ficou na minha ex-cunhada, ela sumiu. A gente procurou, mas nunca mais encontrou.  Agora, do nada, graças a Deus acharam ela no Alto da XV, dá uns 20 minutos daqui de casa”, disse Silvia. 

“Depois de 2 anos, ela voltou e está bem faceira”, concluiu. 

Resgate

Jasmine Moreira disse que quando encontrou a Penélope, a gata estava bem-cuidada. Deve ter ficado na casa de alguém durante esses 2 anos. “Divulguei pelas redes sociais e tentei achar a tutora, mas não consegui. Se não fosse pelo microchip não iríamos conseguir encontrá-la e eu não iria conseguir ficar com a Penélope, já tenho dois gatinhos e não tem espaço no meu apartamento. Ela iria acabar em um lar de adoção”, disse Jasmine.

“Meus gatos não têm microchip, mas agora vão ter, vi como é importante. Eu não conhecia a Rede de Proteção Animal, achei muito bacana, um serviço importante e fiquei contente de saber que eles aplicam o microchip gratuitamente nos mutirões de castração”, completou Jasmine.

Como funciona

O processo de identificação do microchip acontece por meio de um leitor. Ao receber as ondas emitidas por ele, o microchip retorna a informação na forma de um número, sem a possibilidade de duplicidade. A Prefeitura, clínicas veterinárias e estabelecimentos que comercializam animais possuem esses leitores, o que aumenta a possibilidade de identificação de animais perdidos.

“Incentivamos a população para identificarem os seus pets nos eventos promovidos pela Prefeitura. Além de contribuir com a política de monitoramento da população de animais da cidade, o microchip pode ser extremamente útil nos casos de fugas ou mesmo de furtos, pois é a forma efetiva de comprovar a guarda do animal”, explica o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Edson Evaristo.

Há cerca de 611 mil animais cadastrados no Sistema de Identificação Animal (SIA) da Rede de Proteção Animal – sendo 369 mil cães e 235 mil gatos. Mas, apenas 245 mil animais da cidade atualmente possuem microchip.

Microchip seu pet

Agora que você já sabe mais como funciona o microchip, cadastre seu pet no portal da Rede de Proteção Animal e caso ele ainda não tenha microchip, acompanhe a agenda dos eventos da Prefeitura no mesmo site para saber quando haverá eventos de microchipagem gratuita. O próximo será no dia 13 de junho, no Parque São Lourenço, durante o evento de adoção Amigo Bicho.