Ir para o conteúdo
banner

Proteção à primeira infância

Curitiba inaugura Casa Florescer, nova unidade especializada no acolhimento de bebês

Espaço conveniado à FAS amplia atendimento para crianças de 0 a 2 anos afastadas do convívio familiar por medida de proteção judicial

Inauguração da Casa Florescer, nova unidade de aolhimento para bebês. Curitiba, 12/06/2026. Foto Sandra Lima

Curitiba ganhou nesta sexta-feira (12/6) uma nova unidade especializada no acolhimento de bebês. A Casa Florescer foi entregue pela Fundação Iniciativa, em parceria com a Prefeitura de Curitiba, por meio da Fundação de Ação Social (FAS).

A nova unidade atenderá bebês de 0 a 2 anos afastados de suas famílias por medida de proteção determinada pela Justiça, em função da violação de direitos, entre eles negligência, violências e abusos. O espaço terá capacidade para acolher dez crianças e funcionará no modelo de casa-lar.

“Essa unidade representa um avanço importante na proteção de bebês que precisam de acolhimento. Em parceria com a Fundação Iniciativa, ampliamos a capacidade de atendimento da rede e garantimos um ambiente seguro, acolhedor e preparado para oferecer os cuidados necessários nos primeiros anos de vida”, disse o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues.

Atenção especial

A coordenadora da Fundação Iniciativa, Danielle Dalavechia, destacou que o acolhimento na primeira infância exige cuidados e atenção especial às necessidades emocionais e afetivas dos bebês. “A Casa Florescer nasce com o objetivo de garantir que cada bebê acolhido encontre, desde o início da vida, um ambiente seguro, acolhedor e preparado para favorecer seu desenvolvimento integral”, explicou.

Mesmo sendo um espaço institucional, a unidade foi planejada para oferecer segurança afetiva, rotina de cuidados e estímulos adequados aos primeiros anos de vida. A estrutura conta com berçário, quartos organizados por faixa etária, sala de estimulação do desenvolvimento com abordagem montessoriana — filosofia de ensino baseada na autonomia, na liberdade com limites e no respeito ao ritmo natural da criança —, além de área externa para atividades sensoriais e banho de sol.

Ampliação da rede

De acordo com Renan, Curitiba busca fortalecer as ações voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes por meio de políticas públicas integradas para famílias em situação de vulnerabilidade.

“O município já possui uma rede consolidada de serviços voltados à primeira infância, mas a demanda crescente que identificamos em 2025 tornou necessária a ampliação da oferta de vagas especializadas para bebês”, explicou.

Com a inauguração da Casa Florescer, Curitiba passa a oferecer 90 vagas para acolhimento de crianças de 0 a 2 anos em quatro unidades conveniadas.

Atualmente, a Prefeitura mantém parceria com 14 organizações da sociedade civil que fazem parte da Rede e Instituições de Acolhimento de Curitiba e Região Metropolitana (RIA). Juntas elas oferecem 445 vagas de acolhimento institucional para crianças e adolescentes. Além disso, o município conta com oito unidades de execução direta, que somam outras 158 vagas.

Investimento

A implantação da Casa Florescer faz parte do projeto Iniciativa no Começo da Vida, financiado com recursos provenientes da destinação do Imposto de Renda ao Fundo Municipal para a Criança e o Adolescente (FMCA), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH).

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Humano, Carlos Eduardo Pijak Júnior, a iniciativa demonstra a importância da participação da sociedade no financiamento de políticas públicas voltadas à infância.

“A destinação do Imposto de Renda ao FMCA transforma solidariedade em ações concretas de proteção à infância. A Casa Florescer é resultado dessa união entre poder público, sociedade civil e contribuintes, permitindo que projetos como esse ampliem o cuidado, a proteção e as oportunidades para as crianças desde os primeiros anos de vida”, afirmou.

A Fundação Iniciativa trabalha de forma articulada com o Poder Judiciário, Conselhos Tutelares e as redes de saúde, assistência social e educação para assegurar proteção integral e construir, para cada bebê acolhido, perspectivas de reintegração familiar ou encaminhamento para adoção.

Pelo termo de colaboração firmado com a FAS, a Fundação Iniciativa receberá R$ 5,5 mil mensais por vaga utilizada. O valor foi reajustado em 2025 pelo prefeito Eduardo Pimentel para fortalecer a qualidade dos serviços de acolhimento ofertados no município.