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Aumento das chuvas

Conheça o trabalho de cada órgão da Prefeitura de Curitiba no Comitê de Enfrentamento ao El Niño

O grupo, criado pelo prefeito Eduardo Pimentel, reúne diversos órgãos públicos que, de maneira integrada, vão fortalecer a capacidade de prevenção da cidade

Comitê de Enfrentamento ao El Niño mobiliza toda a estrutura municipal para prevenir impactos climáticos. Foto: José Fernando Ogura/SMCS (arquivo)

Curitiba possui um comitê gestor especial para coordenar as ações de prevenção e resposta aos possíveis impactos do fenômeno El Niño em Curitiba em 2026. O grupo, criado pelo prefeito Eduardo Pimentel, reúne diversos órgãos públicos que, de maneira integrada, vão fortalecer a capacidade de prevenção da cidade, reduzir danos à população e garantir uma resposta articulada entre os diversos setores da administração pública, viabilizando ações preventivas e respostas rápidas em situações de emergência.

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Estrutura integrada de atuação

Cada órgão participante tem suas atribuições e expertises dentro do comitê.

  • Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Curitiba (Compdec): realiza a coordenação geral das ações, o monitoramento dos riscos, emite alertas, aciona planos de contingência e as operações em situações de emergência.
  • Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop): responsável pela limpeza e desassoreamento de rios, desobstrução de galerias e sistemas de drenagem, além de vistorias em pontes e taludes.
  • Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA): mapeamento de áreas sujeitas a riscos geológicos, monitoramento de encostas e supressão de árvores com risco iminente de queda.
  • Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc): contribui com o monitoramento hidrometeorológico, elaboração de cartas de risco e análises técnicas que subsidiam as decisões do comitê.
  • Administrações Regionais: ampliam o alcance dos alertas à população, garantem a resposta imediata às ocorrências locais e acionam as equipes regionais.
  • Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT), Superintendência de Trânsito e a Guarda Municipal: isolamento de áreas alagadas, interdição de vias, suporte às equipes de resposta, controle de trânsito em pontos críticos
  • Fundação de Ação Social (FAS): cadastramento de famílias atingidas, distribuição de ajuda humanitária e coordenação do acolhimento temporário de pessoas afetadas
  • Secretaria Municipal da Saúde (SMS): mantém equipes em prontidão, incluindo unidades de pronto atendimento, hospitais e serviços de vigilância epidemiológica.
  • Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom): responsável pela divulgação de orientações preventivas e alertas à população e atendimento à imprensa.
  • A Região Metropolitana de Curitiba também participa da estratégia, desenvolvendo ações e obras estruturantes em conjunto com o comitê.


Ações já em andamento

Embora o comitê tenha sido estruturado para enfrentar os efeitos do El Niño 2026/2027, diversas ações preventivas já fazem parte da rotina da Defesa Civil de Curitiba.

Entre elas, está a capacitação da população e de servidores públicos, com a formação de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil e do programa Famílias Resilientes. Desde 2017, mais de 25 mil pessoas receberam orientações ou treinamento para prevenção e resposta a desastres.

O coordenador da Defesa Civil de Curitiba, inspetor Nelson Ribeiro, ressalta que Curitiba já tem a cultura de investir na prevenção de desastres e que o comitê permite ampliar estas ações, incrementando a segurança da população. 

“A expectativa é que este El Niño seja o mais intenso dos últimos 140 anos. Como isto pode trazer chuvas intensas e ventos fortes, a administração municipal está tomando todas as medidas para que o impacto seja mínimo para nossa população”, declarou o coordenador.

Curitiba também conta com uma ampla rede de apoio formada pelos Planos de Auxílio Mútuo. Participam dessa estrutura 26 instituições hospitalares, 40 empresas, 25 radioamadores, 19 clubes de Rotary e representantes de 20 municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Além disso, o programa Conhecer para Prevenir (CPP) está presente em toda a rede municipal de ensino e em escolas particulares.

Outro eixo importante é a existência de planos de contingência específicos para inundações, alagamentos, deslizamentos, emergências químicas, operação inverno e agora também para o enfrentamento do El Niño.


Tecnologia para monitorar riscos em tempo real

Curitiba também investiu no fortalecimento dos sistemas de monitoramento e alerta. O município opera o Sistema de Alerta e Alarme de Prevenção a Desastres, que integra informações meteorológicas e hidrológicas para antecipar riscos e emitir alertas à população.

O sistema recebe dados do radar meteorológico do Simepar e está conectado ao Centro Municipal de Gestão de Riscos e Gerenciamento de Desastres. O centro funciona como núcleo operacional da Defesa Civil, centralizando informações, coordenando respostas e compartilhando dados em tempo real.

A Defesa Civil de Curitiba dispõe de 15 estações meteorológicas em Curitiba, dotadas de pluviômetros (para medir chuvas), termômetros (temperatura), barômetros (pressão do ar) e anemômetros (velocidade e direção dos ventos). 

Em pontos específicos de rios e nascentes d’água há medidores com hidrômetros, capazes de medir o fluxo da água e das margens. Curitiba também utiliza três estações da Simepar, além dos sistemas de imagens e radares fornecidos por este órgão.

El Niño pode trazer chuvas extremas

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Isso altera os ventos e a circulação atmosférica global, provocando eventos extremos como secas severas, chuvas intensas e altas temperaturas em várias partes do mundo.

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O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou que as águas podem sofrer um aquecimento de até 3 graus em sua temperatura média e há 96% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño na segunda metade de 2026.

Isto pode acarretar em eventos climáticos extremos no Brasil, tais como secas severas e falência hídrica na região Nordeste. Para a região Sul do Brasil, os principais riscos são o aumento da frequência de chuvas intensas, enchentes e deslizamentos.


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