Texto: Claudia Regina de Oliveira Gabardo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Cláudia Gabardo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A Escola de Samba Mocidade Azul abriu os portões do seu barracão no Campo Comprido, na tarde desta quinta-feira (5/2), para receber os quase 90 alunos do polo Cajuru da Universidade Aberta à Pessoa Idosa (Unapi). Na próxima semana será a vez dos alunos da Unapi Bairro Novo, na terça-feira (10/2), à tarde, serem recebidos no local.
Durante mais de duas horas, os alunos são apresentados ao funcionamento da agremiação. Nesta quinta, eles aplaudiram passistas dançando ao som do samba enredo e pularam carnaval como nos bailes do passado, além de visitar ambientes secretos: as oficinas onde carros alegóricos e fantasias, que ó serão vistos pelo público no dia do desfile.
O passeio à sede da campeã do desfile das escolas de samba do grupo especial do ano passado fez parte da programação da Unapi, parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) e a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) para promover o envelhecimento saudável e que retomou as atividades nesta semana.
Boas-vindas
A secretária da SMDH, Amália Tortato, acompanhou parte da programação e destacou o seu objetivo. “A ideia da Unapi é proporcionar a vocês experiências diferentes como essa, que tem muito a ver com a nossa cultura brasileira. No fim do ano, quero ver todos de beca e recebendo o seu diploma, que para muitos aqui será o primeiro da vida”, disse.
Os diretores da Escola Renato Gentile (responsável pelos Destaques), Jéssica Reis (que comanda a Harmonia), Luciane Rodrigues (Coreografia) e o carnavalesco Ricardo Garanhani receberam os visitantes, que lotaram três ônibus.
“Queremos mostrar pra vocês que, ao contrário do que muita gente ainda pensa, carnaval não é cerveja e gente pelada. Carnaval é muito suor, dedicação e espírito de comunidade dessa grande família que se chama Mocidade Azul. Carnaval é paixão, e uma paixão contagiosa”, disse Ricardo.
Alunos cativados
A ex-costureira e servidora pública Jacira Pereira, de 91 anos, era a mais velha do grupo. Com um inseparável andador e a filha Cimara, de 66 anos, ela ficou sentada, acompanhando com o corpo o ritmo dos sambas dos velhos carnavais.
“Casei e tive filhos cedo. Então, aproveitei pouco esse lado leve da vida. Estou gostando muito”, observou.
Quem também apreciou a atividade foi o casal Eduardo Creplive, de 71 anos, e a mulher, Edna Cardoso, de 65. “Nunca fomos de Carnaval, mas estamos achando muito interessante conhecer um pouco como é efeito o que se vê na avenida”, argumentou Eduardo.
História e tradição
Fundada em 10 de janeiro de 1972, a Mocidade Azul surgiu a partir de uma dissidência da Escola de Samba Dom Pedro. É a agremiação mais antiga do Grupo Especial e a maior campeã do Carnaval de Curitiba, com 24 títulos.
Reconhecida por reunir a maior comunidade carnavalesca da cidade, a escola mantém atuação ativa ao longo do ano, desenvolvendo projetos socioculturais como oficinas de artes carnavalescas, ações solidárias na Páscoa e o tradicional Natal Azul.
Este ano, ao som do samba enredo “A gente dorme só pra descansar porque, sonhar, sonhamos acordados”, a escola pretende levar 600 integrantes para a Marechal Deodoro – a passarela do samba de Curitiba - distribuídos em 11 alas. Cerca de 100 deles têm mais de 60 anos.
A Mocidade Azul desfilará no domingo de Carnaval (15/02), pouco depois das 2h da manhã.