Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Em meio à rotina intensa de consultas, exames e longas horas de espera em hospitais, mães que acompanham o tratamento dos filhos em Curitiba têm encontrado no programa Base (Bem-estar, Apoio, Solidariedade e Emprego) um ponto de apoio essencial: uma refeição garantida, gratuita e acolhedora no coração da cidade.
Localizado na região central, o espaço passou a ser frequentado também por mulheres que vêm de diferentes bairros e municípios da Região Metropolitana para atendimento no Hospital de Clínicas e no Pequeno Príncipe. Para muitas delas, almoçar no Base significa aliviar um orçamento já pressionado por gastos com transporte, medicamentos e outras despesas do tratamento.
Criado pela Prefeitura de Curitiba, o Base oferece diariamente 200 refeições no almoço e 300 no jantar, além de integrar serviços como assistência social, saúde, segurança e encaminhamento para o mercado de trabalho. Mais do que alimentação, o programa propõe acolhimento e oportunidade de recomeço.
Alívio no orçamento e mais presença
Moradora de Piraquara, na região metropolitana, a diarista Lilian de Jesus, 36 anos, acompanha o filho José Lúcio, de 13, em consultas frequentes no Hospital de Clínicas. Para ela, a refeição no Base faz diferença concreta no dia a dia.
“Os custos aqui no Centro são muito altos. Muitas vezes a gente vem só com o dinheiro contado da passagem. Poder almoçar aqui traz um alívio. É uma preocupação a menos em um momento que já é difícil”, conta.
Situação semelhante vive Cristiane Aparecida Jess, 49 anos, que acompanha a filha Milena, diagnosticada com Síndrome de Sotos. Com renda limitada, ela destaca o impacto da iniciativa.
“Quando a gente vem para o hospital, sai cedo e não tem hora para voltar. A alimentação no Centro pesa muito no bolso. Ter esse apoio ajuda demais, faz diferença de verdade”, afirma.
Para a técnica de enfermagem Juliane Ferreira de Albuquerque, 38 anos, mãe de duas crianças em acompanhamento contínuo, o benefício vai além da economia.
“Ter uma refeição garantida me permite ficar o tempo todo ao lado dos meus filhos. A gente evita sair do hospital, não perde informações importantes e consegue acompanhar tudo mais de perto. Isso traz segurança para eles e para mim”, explica.
Rede de apoio entre mães
A iniciativa também tem fortalecido redes de solidariedade. Aline Ramos Machado de Paula Malaquias, 36 anos, ativista das doenças raras, pretende incentivar outras mães a utilizarem o espaço.
“Muitas mães passam o dia inteiro entre consultas e não têm condições de pagar por alimentação. O Base vem como um apoio importante, que ajuda a aliviar esse peso e permite que elas foquem no cuidado com os filhos”, diz Aline.
“É uma rede de apoio. Uma vai indicando para a outra, porque todo mundo sabe o quanto é difícil. Esse tipo de ajuda faz diferença não só na alimentação, mas na força que a gente encontra para seguir”, relata a cantora Vanessa Gargioni Pinto, 45 anos, que também conheceu o programa por meio de outras mães.
Acolhimento no Centro
O secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Leverci Silveira Filho, destaca que o programa foi pensado para atender quem mais precisa, com dignidade e estrutura adequada.
“O Base é um espaço de acolhimento e humanidade. Ele existe para garantir que ninguém fique sem o básico, mas também para oferecer caminhos de superação. Quando a gente apoia essas mães, estamos cuidando de famílias inteiras e fortalecendo a cidade como um todo”, afirma.
Além da alimentação, o local reúne equipes da Fundação de Ação Social (FAS), Saúde, Guarda Municipal e Sine, ampliando o acesso a serviços públicos em um único endereço. O espaço conta com refeitório para 100 pessoas e área de espera para outras 125, oferecendo mais conforto e organização.
O Base fica na Alameda Dr. Muricy, 71, no Centro.