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Memórias e ensinamentos

Arquiteto Domingos Bongestabs se emociona ao visitar a Escola Municipal de Sustentabilidade, pavilhão que projetou

Ele acompanhou uma visita guiada ao local de 50 estudantes do 1º ano do curso de Arquitetura da FAE Centro Universitário de Curitiba

Arquiteto Domingos Bongestabs participa de visita guiada e dá aula de arquitetura para estudantes universitários na Escola Municipal de Sustentabilidade. Curitiba, 15/04/2026. Foto: Divulgação

A Escola Municipal de Sustentabilidade, no Bosque Zaninelli, recebeu uma visita ilustre nessa quarta-feira (15/4). O arquiteto Domingos Bongestabs participou de uma visita guiada ao local com 50 estudantes do 1º ano do curso de Arquitetura da FAE Centro Universitário de Curitiba. Ele projetou o pavilhão onde funcionou a Universidade Livre do Meio Ambiente, entre 1992 e 2022, e que desde aquele ano abriga a Escola Municipal de Sustentabilidade.

Durante a visita, os estudantes receberam as informações sobre o Bosque Zaninelli, da pedreira que funcionou durante quase 40 anos e do pavilhão que abriga as salas de aula e equipes das secretarias municipais do Meio Ambiente e da Educação.

A professora Cristiane Baltar queria impactar a turma e convidou o arquiteto Domingos Bongestabs para acompanhar o grupo. Ele, que também foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), deu mais que uma aula: contou que a passarela que dá acesso ao prédio principal ficou pronta na véspera da inauguração, antecipada em dois meses, porque o prefeito Jaime Lerner soube que Jacques Cousteau estaria em Curitiba antes da data prevista para a entrega da obra. Em algumas semanas o trabalho seguiu 24 horas e tudo ficou pronto. O oceanógrafo francês deu nome ao pavilhão.

Bongestabs explicou que quando conheceu o espaço ainda havia muitos resíduos e o terreno era quase um pântano. Ele contou que os troncos de eucalipto usados na construção eram postes de energia que a Copel estava trocando pelos de concreto. 

Curiosamente a altura do chão até o mirante, cerca de 28 metros, foi calculada com erro, e no final a rampa que dá voltas no prédio ficou menor. É por isso que no final há um lance de escada para corrigir o problema. 

“As falas do professor Domingos Bongestabs serviram para os alunos entenderem conceitos de projeto e percurso da arquitetura, relação da obra com local de implantação e revitalização de cicatrizes urbanas”, explicou a professora Cristiane Baltar, que dá a disciplina de Fundamentos da Arquitetura para os estudantes.


Memórias e ensinamentos

Acompanhado da mulher, Mônica Gomara, também arquiteta, Domingos Bongestabs lembrou de outras obras que desenhou, muitas em parceria com o ex-prefeito Jaime Lerner: a Praça 29 de Março, a Ópera de Arame, o Chapéu Pensador e a antiga sede da Polícia Federal, em Brasília.

Foram quase 3 horas de boas memórias e ensinamentos para futuros arquitetos que aproveitaram para tietar e tirar fotos com o homem por trás de tantas obras icônicas.

Domingos Bongestabs ficou visivelmente emocionado quando viu crianças de escolas públicas em visita ao prédio. “Eu me emocionei porque a Escola voltou à sua ideia original de ensinar sobre a cidade e o meio ambiente. Estou muito feliz”, contou.