O programa Vida Nova, organizado pelo IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba), levou, na manhã desta quarta-feira (8/7), um grupo de aposentadas da Prefeitura de Curitiba a um passeio pela Ceasa de Curitiba, unidade da Centrais de Abastecimento do Paraná, no bairro Tatuquara, onde são vendidas flores, frutas, legumes e verduras.
A maioria das participantes do Vida Nova esteve no local pela primeira vez. A visita também foi novidade para a pedagoga da Ceasa, Angelita Clamer. “Esta é a primeira vez que recebemos um público como vocês. Geralmente, recebemos crianças e adolescentes. Que bom que vieram”, agradeceu a integrante do projeto Ceasa Recebe.
Angelita apresentou os principais números relativos à quarta maior Ceasa do Brasil, que completa 50 anos em 2026.
“A Ceasa de Curitiba pode ser comparada a uma minicidade”, brincou ao mencionar a quantidade de empresas (são 487 permissionários) e a área de 487 mil metros quadrados, segundo ela, o mesmo que 68 campos de futebol. Os 1.567 produtores rurais se revezam nas 313 vagas na denominada pedra, espaço onde eles podem vender diretamente aos interessados a sua produção. Também há empresas que não são do segmento, como lotérica, banco, loja de roupas e lanchonetes.
“Somos a que menos desperdiça alimentos”, acentuou. Com o grupo, ela percorreu o Mercado do Produtor, o Banco de Alimentos, a Associação de Coletores e o Mercado das Flores.
Curiosas e cheias de vida
A professora aposentada Márcia Regina Mansur, 65 anos, aprovou o passeio. “Eu só via a Ceasa pela televisão”, comentou admirada a curitibana.
Ela já participou de algumas das atividade do programa Vida Nova. “Tem muita coisa interessante. Fui ao MON (Museu Oscar Niemeyer) e à Fazenda Urbana (da CIC). A aposentadoria é uma fase muito boa, temos tempo de curtir a vida. Por isso, tudo o que aparece e eu posso fazer, eu vou, pois tenho saúde”, comenta ela, que trabalhou 31 anos na educação de Curitiba e do Paraná.
Aposentada há seis anos, Sandra Marques, 64, que também trabalhou na área da educação, conheceu o Vida Nova por meio do programa Boa Vida do ICS (Instituto Curitiba de Saúde), parceiro do IPMC na promoção de atividades para os aposentados e pensionistas com 50 anos ou mais. A visita à Ceasa foi a primeira da qual participou. "Achei a iniciativa maravilhosa. Resolvi participar e quero muito continuar", conta.
Sandra diz que prefere atividades que proporcionem novas experiências. "Crochê e artesanato não são pra mim. Eu gosto de passear, conhecer lugares diferentes, aprender coisas novas e estar em contato com outras pessoas", afirma.
Para ela, a aposentadoria representa uma fase de novas descobertas. Por isso, busca aproveitar cada oportunidade. "Eu quero sempre o melhor da vida. Quero viver, conhecer lugares, fazer amizades e aproveitar tudo o que essa fase pode oferecer. A gente não pode parar só porque se aposentou", destaca.
O passeio à Ceasa também foi a estreia de Lucy Amélia Salles, 69, no Vida Nova. “A gente não imagina o que existe aqui na Ceasa. Acho importante esse tipo de programação para nós, que somos aposentadas e que já trabalhamos a vida inteira”, disse ela, que foi promotora cultural da Fundação Cultural de Curitiba. “Não podemos deixar de mexer com a cabeça nessa fase da vida”, completou Lucy, que já se inscreveu para a oficina de inclusão digital prevista para o mês de agosto.
Aposentada há oito anos, Luscia Wulff, de 68 anos, também curtiu o passeio. “No ônibus, no caminho para cá, já fiquei sabendo de outras atividades interessantes. É muito bom termos essa convivência. Depois da aposentadoria, perdemos o contato com as pessoas”, observa ela, que foi técnica de enfermagem.
O que fazer
A programação do Vida Nova é divulgada pelo site do IPMC. Por ali, as pessoas interessadas podem fazer a sua inscrição para a atividade desejada, já que há limite de vagas. Para algumas das atividades, conforme a distância, o IPMC providencia o ônibus para levar os participantes.