Os jovens de 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados contra o HPV têm mais uma chance de se proteger contra vários tipos de câncer causados pelo papilomavírus humano (HPV). O Ministério da Saúde prorrogou a campanha extraordinária que visa imunizar os jovens não vacinados na faixa etária preconizada no Calendário Nacional de Imunização do SUS, indicada para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos.
A campanha do MS terminaria em dezembro de 2025, mas foi prorrogada até junho de 2026 para atingir maior número de jovens não vacinados, a maioria homens. A meta do resgate vacinal é imunizar cerca de 7 milhões de jovens em todo o país. Em Curitiba, cerca de 20 mil jovens nessa faixa etária ainda não buscaram a sua dose, que está disponível nas Unidades de Saúde da capital. Os endereços e horários de atendimento das unidades podem ser conhecidos no site Imuniza Já Curitiba.
A decisão de ampliar o público-alvo foi motivada pela baixa procura do imunizante na época da pandemia de covid-19, quando esses jovens que têm de 15 a 19 anos agora estavam na faixa etária entre 9 e 14 anos naquele período.
“Prevenir é sempre melhor do que remediar e a vacina é a melhor estratégia de prevenção disponível para todos. Nossa recomendação é que as famílias verifiquem se os jovens estão com essa vacina pendente e procurem uma unidade de saúde para se proteger”, recomenda a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.
No calendário Nacional de Imunização do SUS, esse imunizante está disponível nas salas de vacina em todo país desde 2014 para meninas entre 9 e 14 anos e desde 2017 para meninos da mesma idade. Fora da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde, a vacina do HPV pode ser encontrada nas clínicas de imunização particulares.
“Nós sabemos que é muito comum nas mulheres o câncer de colo do útero em decorrência da infecção pelo HPV, mas também existem outros tumores tanto nas mulheres quanto nos homens que são preveníveis através da vacina. Por isso é essencial que esse imunizante seja aplicado no tempo oportuno, ou seja, em adolescentes e jovens, para proteger por toda a vida”, orienta o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira.
HPV
O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é responsável pela infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Está associado ao desenvolvimento da quase totalidade dos cânceres de colo de útero, bem como a diversos outros tumores em homens e mulheres. Na maioria das pessoas, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas e, em alguns casos, pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais de adoecimento.
Estima-se que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas são contaminadas com este vírus em algum momento da vida.
A vacinação na infância, para meninos e meninas, evita a contaminação antes do início da vida sexual, prevenindo a ocorrência de diversos tipos de cânceres.