Quando a atleta de Sorocaba (SP) Priscilla Stevaux, 32, começou a praticar profissionalmente o BMX, 15 anos atrás, os treinos para as principais competições precisavam ser realizados fora do Brasil. Mas atualmente, há no Brasil uma pista nos padrões internacionais da UCI (Union Cycliste Internationale), com alto grau de dificuldade, da Prefeitura de Curitiba.
“Eu sou a atleta mais antiga da seleção e fui para os Jogos Olímpicos em 2016, no Rio de Janeiro, e nosso treinamento era totalmente realizado no exterior, e hoje a gente tem estrutura, como a de Curitiba”, lembrou a esportista.
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Priscilla Stevaux, atleta de BMX
A Pista Municipal de BMX de Curitiba está localizada no Parque Olímpico do Cajuru (Rua Rivadávia Fonseca de Macedo, 510, Cajuru), e desde sua implantação, em 2021, se tornou uma referência para atletas de alto nível, além de ser oportunidade para novos talentos florescerem. O BMX é um esporte olímpico nascido de brincadeiras infantis nas ruas dos Estados Unidos, realizado como corridas de bicicletas em uma pista de percurso fechado com descidas e obstáculos.
Treinos abertos
Nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro, atletas da seleção brasileira de BMX e outros esportistas saíram de suas cidades para treinar no Parque Olímpico. Atletas curitibanos do esporte e das turmas de BMX da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) poderão participar. O público geral poderá assistir aos treinos.
O técnico da seleção, Douglas Stevaux, explica que a pista já se tornou referência pela sua qualidade, e é um espaço fundamental para a preparação da equipe para as competições internacionais.
“A qualidade dessa pista é uma das mais próximas que a gente encontra durante o período competitivo internacional. Então a gente vem pra cá pra finalizar em nossa preparação e conseguir extrair um pouco mais de preparo para que os atletas cheguem melhor durante as provas específicas. Ela é uma pista segura, rápida, e o mais importante é que ela sempre está sendo muito bem cuidada”, explicou o técnico.
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Douglas Stevaux, técnico da seleção brasileira de BMX
O campeão brasileiro de BMX racing, Pedro Queiroz, concorda. “Para a gente é muito importante treinar para as competições internacionais que estão se aproximando, e aqui temos uma pista que está sempre de portas abertas para a gente poder realizar os treinamentos”, disse.
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Pedro Queiroz, atleta de BMX
Futuro promissor
A pista de BMX do Parque Olímpico é aberta para os treinos, mas também conta com turmas todas as segundas, terças, quintas, sextas e sábados para cerca de 200 alunos da Smelj, que tiveram a oportunidade de compartilhar o espaço com os maiores nomes do esporte no país.
O curitibano Lucas Ferreira, 17, já foi um atleta incentivado pelo Programa de Incentivo ao Esporte, faz aula de BMX pela Smelj e aproveitou a oportunidade para aprender com os atletas. “A gente fica mais conectado com o pessoal, eles são bem legais e qualquer pergunta que a gente faz eles dão dica e tudo mais”, contou.
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Lucas Ferreira, atleta de BMX
Para Lucas, que mora no Bairro Alto, o futuro no esporte está há poucos quilômetros de distância, como reforçou Priscilla. “Para as futuras gerações, para os atletas de base, é uma visão muito mais ampla de um futuro promissor na modalidade. E para os que já estão, de conseguir resultados ainda melhores para representar o Brasil em campeonatos mundiais”, concluiu Priscilla.
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Priscilla Stevaux, atleta de BMX
Os treinos dos atletas estão previstos para serem realizados das 10h30 às 12h na sexta-feira (13/2) e das 9h às 12h no sábado (14/2).