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Informação e prevenção

Setembro Amarelo reforça a importância do cuidado com a saúde mental

Campanha nacional de prevenção ao suicídio chama atenção para sinais de sofrimento. Se isso acontecer, é preciso compartilhar e procurar ajuda

Campanha Setembro Amarelo busca a conscientização sobre a prevenção ao suicídio. Curitiba, 02/09/2026. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

No mês em que a campanha Setembro Amarelo chama a atenção para a importância da prevenção ao suicídio, a Secretaria de Gestão de Pessoal da Prefeitura de Curitiba convida os servidores à reflexão sobre o tema.

De acordo com legislação federal, no Brasil, além da campanha Setembro Amarelo, foram instituídos, em 2025, o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação (17/9) e o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio (10/9).

Segundo o Ministério da Saúde, o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial, mas pode ser prevenido. O órgão do governo federal destaca a importância de reconhecer sinais de alerta em si e em pessoas próximas.

Nem sempre quem está passando por um momento difícil consegue falar sobre o que está sentindo. Algumas mudanças de comportamento podem indicar que uma pessoa precisa de atenção e acolhimento.

“É preciso ouvir o outro, acolher, sem julgar. Aqueles que precisam, devem buscar ajuda diante de situações de sofrimento emocional. A campanha é um convite para que nós possamos conversar sobre saúde mental”, afirma a psicóloga do Departamento de Saúde Ocupacional da SMGP, Erliete Bernardi Melinski. Ela lembra que a iniciativa também busca combater o estigma em relação ao tema.

De acordo com a equipe de psicologia e serviço social da SMGP, cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física.

“Momentos de estresse, tristeza, ansiedade e cansaço fazem parte da vida, mas quando o sofrimento começa a interferir na rotina, nos relacionamentos ou no bem-estar, é importante ficar atento e buscar apoio”, exemplifica a psicóloga.


Pesquisa

O ambiente de trabalho pode ter um papel importante no bem-estar e na saúde mental das pessoas. Entre novembro de 2025 e março de 2026, a SMGP realizou uma pesquisa para identificar o perfil da saúde mental dos servidores municipais, de acordo com a sua secretaria. Mais de 4,6 mil pessoas responderam a pesquisa. Quem participou, recebeu uma pontuação e um breve resumo da sua saúde nos 30 dias anteriores.

Desde a sinalização de pessoas que precisavam de atendimento, mais de 500 servidores já foram recebidos individualmente por algum integrante da equipe de psicólogos do Departamento de Saúde Ocupacional.

Com o mapeamento, a SMGP também levou ao conhecimento das secretarias uma análise de como está a saúde mental dos servidores. Ainda que este tenha sido um retrato momentâneo, trouxe informações relevantes para que políticas ocupacionais sejam desenvolvidas.

A Pesquisa de Saúde do Servidor foi organizada com base em um modelo proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pelo Comitê de Ética da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A pesquisa de saúde mental é diferente da atual pesquisa de riscos psicossociais, em andamento, que atende a norma regulamentadora (NR-1) que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais e que tornou obrigatória a inclusão dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

Limites

A equipe do Departamento de Saúde Ocupacional destaca ainda que o cuidado com a saúde mental precisa ser algo contínuo.

“Precisamos reconhecer nossos limites e manter uma rede de apoio, que pode ser estar na família, entre amigos, no ambiente de trabalho, em outros grupos que tenhamos convivência. Pedir ajuda não é fraqueza”, enfatiza a psicóloga Sayuri Schmidt.

Sinais e prevenção

Especialistas explicam que quando as pessoas passam por cansaço físico ou emocional constante ou situações de alto nível de estresse, o corpo começa a apresentar alguns sinais que indicam que algo precisa ser mudado, para melhorar a qualidade de vida. 

O Ministério da Saúde reforça que esses sinais não devem ser analisados de forma isolada e que não existe uma fórmula para identificar uma crise suicida. A presença de vários sinais, especialmente quando representam uma mudança no comportamento habitual da pessoa, deve ser observada com atenção. 

Conheça alguns sinais de alerta

  • Mudanças frequentes de humor
  • Dificuldade para dormir ou descansar
  • Perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer
  • Isolamento ou vontade de se afastar das pessoas
  • Sensação frequente de sobrecarga
  • Dificuldade para lidar com situações do dia a dia
  • Sofrimento que persiste ou começa a interferir na rotina


Confira algumas formas de preservar a saúde mental

  • Reserve momentos para você: cuide do sono, busque tempo para atividades que proporcionem prazer e relaxamento. Nem todo momento do dia precisa estar relacionado às obrigações
  • Cuide do corpo e da rotina: pratique atividades físicas, mantenha uma alimentação equilibrada e procure estabelecer uma rotina que favoreça seu bem-estar
  • Respeite seus limites: reconheça sinais de cansaço e sobrecarga. Nem sempre é possível dar conta de tudo, e respeitar seus limites também é uma forma de autocuidado
  • Fale sobre o que está sentindo e cultive relações: compartilhar preocupações e emoções com alguém de confiança pode ser o primeiro passo para buscar apoio. Manter relações de apoio também contribui para o bem-estar
  • Procure ajuda quando precisar: não é necessário esperar que o sofrimento se torne insuportável. Psicólogos, psiquiatras, médicos e outros profissionais podem oferecer suporte adequado
  • Se necessário, busque acompanhamento profissional


Onde buscar ajuda para a saúde mental

CVV – Centro de Valorização da Vida
Telefone: 188
Atendimento gratuito e sigiloso. 24 horas

SAMU
Telefone: 192
Para situações de urgência e emergência. 24 horas

UPAs – Unidades de Pronto Atendimento – para casos graves. 24 horas

SUS Curitiba
As Unidades de Saúde são a porta de entrada para o atendimento em saúde mental na rede municipal