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Educação

Prova de Ciências abre rodada de avaliação em escolas municipais

O objetivo da avaliação é levantar indicadores mais precisos sobre o rendimento dos estudantes e a partir daí elaborar novas políticas de melhoria da qualidade do ensino da rede municipal de Curitiba

A primeira fase do novo Sistema Municipal de Avaliação do Rendimento Escolar de Curitiba (Simare) teve início na manhã desta terça-feira (04), com a aplicação de prova de Ciências para 21 mil estudantes da rede municipal. Foto: Luiz Costa/SMCS

A primeira fase do novo Sistema Municipal de Avaliação do Rendimento Escolar de Curitiba (Simare) teve início na manhã desta terça-feira (04), com a aplicação de prova de Ciências para 21 mil estudantes da rede municipal. Participam do Simare meninos e meninas das turmas de 4º, 6º e 8º anos de 184 escolas municipais. Até quinta-feira (06) serão aplicadas provas de História e Geografia.

As provas não terão valor individual para o aluno. O objetivo da avaliação é levantar indicadores mais precisos sobre o rendimento dos estudantes e a partir daí elaborar novas políticas de melhoria da qualidade do ensino da rede municipal de Curitiba.

“Foi tudo realizado dentro do previsto, com ampla participação das equipes que foram treinadas pela Secretaria Municipal da Educação para a aplicação das provas que aconteceram durante o horário de aula”, disse a diretora do departamento de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal da Educação, Letícia de Mara Meira.

Na Escola Municipal Dom Manuel da Silveira D´Elboux a prova foi rapidamente respondida pelas três turmas de 4º anos. “No começo eu fiquei preocupada para saber se conseguiria responder, mas aí percebi que as questões eram de assuntos que eu já tinha aprendido ao longo deste ano”, disse a estudante Hhohhana Antunes, de 10 anos.

O colega de sala Matteus Carrijo também não encontrou dificuldade para responder as questões. “Era só prestar a atenção nas questões porque a prova estava fácil”, disse Matteus, que precisou de menos de uma hora para completar as 33 questões da prova de Ciências.

As provas foram elaboradas a partir de matrizes elaboradas por profissionais da rede municipal de ensino. “É um instrumento importante que servirá para avaliar a forma como estamos ensinando, como os estudantes estão aprendendo e para validar o que já fazemos de bom, além de nos apontar as mudanças que forem necessárias”, disse a diretora da escola, Silvana Valério da Silva.

Para Silmara Prestes, professora de uma das turmas na qual a primeira prova foi aplicada, o instrumento de avaliação também representa a possiblidade de reflexão sobre os caminhos da educação. “Serve como um medidor e a expectativa agora é para a reflexão que os dados vão nos proporcionar”, disse Silmara.

Avaliação

A aplicação das provas acontecerá a cada dois anos e servirá para avaliar turmas de estudantes não alcançados pelos atuais sistemas nacionais de avaliação em larga escala aplicados nas escolas públicas. Esses sistemas avaliam as turmas de 5º e 9º anos (Prova Brasil), 2º ano (Provinha Brasil) e 3º ano (Avaliação Nacional de Alfabetização – ANA).

A partir de 2016, o Simare incluirá os componentes curriculares de Língua Portuguesa e Matemática. Além dos testes, os alunos responderão a questionários contextuais, que também serão aplicados a professores, pedagogos, diretores, equipes pedagógicas e administrativas, além de representantes dos conselhos de escola.

Os testes possibilitarão estabelecer correlações entre a proficiência dos estudantes e os fatores intraescolares e extraescolares que interferem no desempenho escolar.

Além dos dados resultantes das avaliações e dos questionários, o sistema reunirá indicadores sociais e educacionais, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e dados do cadastro do Bolsa Família.

“Com a inclusão das etapas até agora excluídas das avaliações e o cruzamento dos dados contextuais, será possível completar o diagnóstico sobre o rendimento dos estudantes”, diz Letícia.

Nesta quarta-feira (5) serão aplicadas as provas de História e na sexta-feira (6) as de Geografia. Acertos e erros irão subsidiar o debate, a autocorreção e a elaboração de intervenções necessárias a partir de mudanças pedagógicas. Os resultados poderão levar, por exemplo, a mudanças na infraestrutura escolar, melhorias no acesso à tecnologia educacional e a outros materiais didático-pedagógicos, além de reformulações no programa de formação continuada dos profissionais da área.

A criação de um sistema próprio de avaliação está prevista no programa Curitiba Mais Educação, integrante do plano de governo da atual gestão do Município. O Simare é mais um instrumento que possibilitará a avaliação na rede, permitindo a cada escola visualizar a sua própria evolução, entre uma avaliação e outra.