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Parceria público-privada

Prefeitura discute projeto de enterramento de fiação elétrica e de telecomunicações em evento na Fiep

A implantação de fiação subterrânea tem como objetivo reduzir riscos de acidentes, incêndios e furtos, proteger contra eventos climáticos, além de requalificar a paisagem e a acessibilidade urbana.

Prefeitura discute projeto de enterramento de cabos em evento na Fiep. Curitiba, 14/07/2026. Foto: Isabella Mayer/SECOM

O secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, apresentou, na tarde desta terça-feira (14/7), na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o projeto de enterramento de fiação elétrica e de telecomunicações que a Prefeitura pretende implantar no anel central da capital. Puppi participou da Oficina de Cabeamento Aéreo de Curitiba, iniciativa do Conselho Temático de Telecomunicações da Fiep, que reuniu especialistas e representantes do setor produtivo e do poder público para discutir o tema.  

A implantação de fiação subterrânea tem como objetivo reduzir riscos de acidentes, incêndios e furtos, proteger essas estruturas contra eventos climáticos, evitando apagões e interrupções de funcionamento, além de requalificar a paisagem e a acessibilidade urbana.

“Desde o início da gestão, temos nos dedicado a essa questão dos fios de cabos sobrepostos na rede elétrica. O projeto já está bastante adiantado na contratação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) para fazer uma estruturação no modelo de parceria público-privada. A ideia é fazer o enterramento de até 120 km de cabos aéreos. Nós temos desafios grandes em relação a essa modelagem, do ponto de vista regulatório e econômico, e é importante dividir com a sociedade essa discussão”, disse Puppi.

A intenção inicial é implantar o projeto em vias pavimentadas em Curitiba, com foco em áreas prioritárias, com regiões mais adensadas, turísticas, históricas ou com problemas de resiliência. O custo estimado é de R$ 1,2 bilhão.

“É um investimento muito grande, uma conta pesada para o município, que tem orçamento de R$ 16 bilhões por ano, bancar sozinho.  E ao mesmo tempo é um projeto inédito, que está muito alinhado com a característica de Curitiba de sair na frente em soluções urbanísticas e de sustentabilidade ambiental. É um projeto desafiador, mas que Curitiba está muito empenhada em fazer acontecer”, completou Puppi.

Segundo o vice-presidente da Fiep e coordenador do Conselho Temático de Telecomunicações da entidade, Hélio Bampi, a ideia é sistematizar as prioridades elencadas durante a Oficina e levar um plano de ação para a Prefeitura, operadoras e provedores.

“A privatização das telecomunicações no Brasil, a partir de 1998, e a chegada de vários operadores nos anos seguintes deu início à concorrência por espaço aéreo para implantação de estruturas de cabeamento.  Hoje temos uma situação que precisa ser resolvida. Há cabos pendurados, caindo, que trazem problemas de segurança e de poluição visual. Precisamos de uma solução do ponto de vista de meio ambiente, de estética, de segurança do trabalho e da população em geral”, disse.

De acordo com Puppi, é importante o diálogo com todos os atores do mercado para a construção da modelagem do projeto. “Por isso também criamos a Pars, que é uma empresa dedicada às concessões e PPPs no município”, lembrou.

O evento teve a participação também do diretor de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Thomaz Ramalho, e do  gerente de Compartilhamento de Estruturas da Copel, Rafael Buckoski Gonçalves.