Ir para o conteúdo
banner

Bairro Novo da Caximba

Prefeitura de Curitiba amplia e reforma Escola Municipal Joana Raksa para expandir vagas

A ampliação da Escola Joana Raksa faz parte do Projeto de Gestão de Risco Climático do Bairro Novo da Caximba

Ampliação da Escola Municipal Joana Raksa, atendendo ao Projeto de Gestão de Risco Climático do Bairro Novo da Caximba. Curitiba, 04/07/2023. Foto: José Fernando Ogura/SMCS.

 A Escola Municipal Joana Raksa, no bairro Caximba, que atende 850 estudantes, está recebendo obras de reforma e ampliação. A iniciativa da Prefeitura de Curitiba é para expandir a oferta de ensino e oferecer uma estrutura de qualidade para os curitibinhas da região extremo Sul da cidade. A unidade atendes turmas de educação infantil, primeira etapa do ensino fundamental e educação de jovens e adultos.

Localizada no número 99 da Rua Francisca Beralde Paolini, a escola é a mais distante do Centro entre as 185 da rede municipal de ensino e foi inaugrada em 2004. 

A intervenção  agora consiste em quatro novas salas de aula, novo refeitório, quatro sanitários (sendo dois com vestiários), depósito, cisterna para incêndio, área para prática de capoeira e calçadas em paver (blocos de concreto), totalizando 580 m² de área construída.

A ampliação da Escola Joana Raksa faz parte do Projeto de Gestão de Risco Climático do Bairro Novo da Caximba, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), a partir de um projeto do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

"Curitiba, cidade inteligente, está ganhando um bairro inovador e sustentável, que terá na escola reformada e ampliada um ambiente de aprendizagem adequado e acolhedor, proporcionando melhores condições de aprendizado às crianças da região", diz Rodrigo Araújo Rodrigues, secretário municipal de Obras Públicas.

Capacidade ampliada

Atualmente, a escola conta com 14 salas de aula, laboratório, quadra poliesportiva coberta e biblioteca. Com maior capacidade de atendimento, a escola ficará apta a receber os estudantes filhos das famílias que serão reassentadas no novo bairro em construção na região.

“Teremos novos equipamentos públicos, que serão concentrados na área entre a Francisca Beraldi e a Delegado Bruno de Almeida. A escola reformada, nova unidade de saúde, CRAS e CMEI vão completar o conjunto de serviços da administração para o Bairro Novo da Caximba”, explica o arquiteto Mauro Magnabosco, coordenador do projeto no Ippuc.

A execução das obras está a cargo da empresa Alpha Construções e Serviços Ltda, com sede em Três Lagoas (MS), vencedora da licitação lançada em novembro de 2022. As atividades são fiscalizadas pelo Departamento de Edificações da Secretaria Municipal de Obras Públicas.

A previsão é de que os serviços, iniciados na segunda quinzena de abril, sejam concluídos em fevereiro. No momento, estão em andamento os serviços de escavação para a execução dos blocos de fundação e baldrames, etapa fundamental para o avanço do projeto.

A secretária municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila, destaca a importância do investimento do município para atender as famílias da região. “A rede municipal de ensino investe no pedagógico, na qualificação dos espaços e infraestrutura dos equipamentos”, diz Maria Sílvia.

Segurança dos estudantes

De acordo com Fulvio Covacci, engenheiro da Smop, fiscal da obra, o desafio na execução da obra é realizar os serviços mantendo o funcionamento da escola. "Para garantir a segurança dos estudantes e profissionais da educação, a área onde os serviços são realizados está isolada, e o acesso de trabalhadores e crianças é independente. Também aproveitamos o período de recesso escolar, agora em julho, para adiantar as obras", diz Covacci.

Soluções construtivas 

A ampliação da escola segue as mesmas soluções construtivas inovadoras e sustentáveis aplicadas na construção das unidades habitacionais, que estão em obras a cerca de 400 metros de distância da escola e para onde serão reassentadas famílias que hoje vivem em situação de vulnerabilidade social e sanitária na Vila 29 de Outubro, ocupação irregular na Área de Preservação Ambiental das bacias dos rios Barigui e Iguaçu.

Outra similaridade é a contratação de mão de obra local, com a participação de familiares dos estudantes na obra. O pedreiro Renato Moraes Cunha, 40 anos, é um deles. Morador do bairro, ele foi contratado para a obra após um longo período de desemprego. Além da carteira assinada e a perspectiva de prover para a família, Cunha tem ainda outra alegria: contribuir para ampliar e requalificar a escola onde estuda o filho Pedro Arthur, de 9 anos.

"É muito bom trabalhar em algo que faz bem para a minha família, porque ganho o sustento, mas também porque vai deixar a escola do meu menino e dos filhos dos vizinhos mais bonita e melhor", conta Cunha.

Renato conta que trabalhar na obra da escola exige dedicação em dobro. "Me dá orgulho porque volta e meia, no recreio, pego meu guri espiando pelo muro o meu trabalho. Ele acena e dá para sentir que ele está feliz de me ver construindo o que vai ser para ele", completa o pedreiro.