Quanto custa um cafezinho todos os dias? O cálculo muda conforme o lugar onde você compra o café. “Se for um hábito, incluir o custo de todos os cafezinhos do mês na lista de gastos mensais, pode parecer exagero, mas nos leva a pensar de maneira diferente”, ensina a professora Adriana Sbicca Fernandes, do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná.
Saber onde o dinheiro é gasto ajuda a perceber melhor como andam as finanças pessoais. “Anotar é a melhor maneira. Anotar tudo é fundamental para enxergar para onde vai o dinheiro”, declara a professora, que é uma estudiosa da economia comportamental.
“Os gastos pequenos, dispersos são mais difíceis de nós sabermos. É preciso analisar esses gastos menores porque, somados, eles podem representar uma poupança, se fossem economizados”, analisa Adriana Sbicca. O hábito de poupança requer disciplina.
Ela usa como exemplo o café que compra na cantina da universidade. “Se eu comprar todos os dias são R$ 6 por dia e R$ 132, se forem 22 dias por mês”, declara. Este mesmo cálculo resulta em R$ 1.584 ao longo de 12 meses.
Entusiasmo
Uma das sugestões para quem toma a decisão de guardar algum dinheiro é dar nome àquela economia. “Dar nome à poupança pode nos estimular a separar aquele dinheiro para um projeto futuro. Se o dinheiro está sendo economizado para uma viagem para Fernando de Noronha, como exemplo, que tal chamar de poupança de Fernando de Noronha”, sugere.
“A psicologia mostra que passamos a ter mais entusiasmo. A pessoa vai associar aquele esforço ao sonho de ir para Fernando de Noronha”, completa.
O esforço que cada um precisa fazer para ter dinheiro no futuro é um dos assuntos abordados pelo presidente da Fundação de Previdência Complementar do Município de Curitiba, CuritibaPrev, José Luiz Costa Taborda Rauen, em suas palestras e conversas com os servidores da Prefeitura de Curitiba.
Renúncia parcial
“Para fazer o esforço previdenciário, é necessário renunciar parcialmente ao consumo imediato”, declara Rauen, que trabalha há mais de 40 anos na área previdenciária. “Quando nos aposentamos temos mais gastos para cuidar da nossa saúde, temos menos força para trabalhar. Com a redução da renda, diante da aposentadoria, temos que estar preparados para esta nova fase”, observa.
A previdência complementar oferecida, por enquanto, aos servidores que ingressaram na Prefeitura de Curitiba a partir de 26 de setembro de 2017, permite que eles façam importante economia ao longo de sua carreira como servidor municipal.
“No caso do servidor de Curitiba, ele não forma essa poupança sozinho porque, além da contribuição que o trabalhador faz, até determinado limite, a Prefeitura de Curitiba também contribui”, diz Rauen, ao ressaltar que o dinheiro dobra a cada mês.
Ele destaca que o dinheiro colocado na CuritibaPrev pela Prefeitura de Curitiba estará vinculado diretamente ao CPF do servidor participante. “Essa economia será sempre do servidor, que ainda terá a rentabilidade ao longo do tempo”, diz o presidente.
A CuritibaPrev é o primeiro fundo de pensão de servidor público municipal do Brasil.