Texto: Miguel Angelo de Andrade
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
As obras dos lotes 3.1 e 3.2 do Novo Inter 2 atingiram o estágio de 50% de execução. As intervenções abrangem aproximadamente 11 quilômetros de requalificação viária, beneficiando 15 ruas nos bairros Uberaba, Boqueirão e Hauer, além da construção de uma nova ponte sobre o Canal Belém, que conectará as ruas Guiroku Gastão Ayabe e Alcino Guanabara.
Na manhã desta sexta-feira (24/7), o prefeito Eduardo Pimentel fez uma vistoria na região que compreende os trechos, passando pelas ruas Flávio Mariano Ribas e Guiroku Gastão Ayabe (Uberaba) e Carlos de Laet (Boqueirão) e Oliveira Viana (Hauer).
Curitiba para o futuro
O prefeito conversou com os trabalhadores e moradores da região e disse que as obras atingiram um estágio importante graças à soma de esforços de todos que estão envolvidos no projeto.
Eduardo Pimentel também comentou que devido à magnitude das obras, sua execução acaba impactando a população em diferentes níveis, mas considera que no final o sacrifício compensará porque esta etapa é a preparação para a Curitiba do futuro.
“Quando a gente vê uma obra impactando o trânsito, a vontade é que ela termine o quanto antes. E pode ter certeza, as obras também atrapalham a minha rotina e da minha família. Mas o que estamos fazendo em Curitiba vai muito além do que recapar uma rua. São obras complexas, planejadas, mas necessárias para preparar a nossa cidade para as próximas décadas”, frisou o prefeito.
Ruas feitas para durar
O prefeito curitibano também fez questão de frisar sobre a diferença das obras do Novo Inter 2 e BRT Leste-Oeste das demais, por utilizarem pavimento em concreto nas vias, como é o caso das ruas que foram visitadas nesta sexta-feira.
O concreto precisa de até 28 dias para atingir resistência e garantir a qualidade e durabilidade do pavimento. Uma placa com estas informações está sendo colocada nos canteiros de obras para facilitar a orientação da população.
“Além disso, muitas obras incluem drenagem, troca de tubulações e outras etapas que precisam seguir critérios técnicos e de segurança. Não dá pra pular essas fases. Agora uma coisa eu posso garantir: eu cobro todos os dias agilidade e cuidado. Nenhuma obra pode ficar parada e nenhuma está. No fim de todo este processo, existe uma escolha. Deixar a cidade como está ou enfrentar o transtorno temporário para entregar uma Curitiba melhor para os próximos anos”, comentou o prefeito.
Como parte do roteiro das obras, o prefeito também visitou o local onde está sendo construída a nova ponte sobre o Canal Belém, que conectará as ruas Guiroku Gastão Ayabe e Alcino Guanabara.
O transtorno é passageiro
Durante a passagem pela Rua Oliveira Viana, no bairro Hauer, o prefeito conheceu a síndica do Condomínio Lugano A, Kátia Priscila do Espírito Santo, composto por 672 moradias.
A síndica considera que as obras afetam a rotina dos moradores, mas destacou de forma positiva o relacionamento com a Prefeitura, para minimizar os transtornos para os moradores.
“Atualmente é um transtorno, mas a valorização que os imóveis vão ter aqui na Rua Oliveira Viana será fundamental para todos. Hoje você tem um imóvel, (um exemplo fictício) que vale 50 mil, amanhã vai estar valendo o dobro. E a gente tem que compreender que sem essa estrutura não tem a valorização”, afirmou.
Ganho de mobilidade
Para o secretário municipal de Obras Públicas (Smop), Luiz Fernando Jamur, que acompanhou a vistoria, as obras trazem melhoria significativas nessa região da cidade, incluindo as primeiras vias estruturadas que então contavam com pavimento alternativo.
“O avanço de 50% de execução nas obras dos três binários que ligam Xaxim, Hauer e Uberaba é de extrema importância para a mobilidade da região e para o transporte público, principalmente o Novo Inter 2. Estamos investindo quase 150 milhões de reais na requalificação de 11,4 km de ruas”, disse Jamur. A Smop é responsável pela coordenação das intervenções do Novo Inter 2.
Onde estão as obras
As obras dos lotes 3.1 e 3 do Novo Inter 2 são financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com contrapartida do município e integram o PRO Curitiba - o maior pacote de obras da história da cidade, com cerca de R$ 6 bilhões em investimentos previstos até 2028. Os trabalhos começaram em agosto do ano passado e têm prazo de execução previsto de 18 meses.
Além da modernização do sistema viário, as obras beneficiam atividades comerciais localizadas em uma importante zona de serviços da região. Em alguns casos, a intervenção está dotando pela primeira vez muitas dessas vias de um padrão estrutural completo, com asfalto de qualidade, drenagem adequada, acessibilidade, iluminação, sinalização e paisagismo.
No Lote 3.1 – Pacote 1, as obras compreendem as ruas Oliveira Viana, Professor João Soares Barcelos, Carlos De Laet e Bartolomeu Lourenço de Gusmão.
No Lote 3.2, as intervenções ocorrerão nas ruas Coronel Francisco H. dos Santos, José Rietmeyer, Júlio César Ribeiro de Souza, Flávio Mariano Ribas, Guiroku Gastão Ayabe, Alcino Guanabara, Carlos de Laet, Bartolomeu Lourenço de Gusmão, Roberto Hauer, Pedro Locatelli Junior, Coronel José Carvalho de Oliveira, Capitão Zeppin, Via Entorno Estação Salgado Filho e Avenida Senador Salgado Filho.
As obras incluem serviços de terraplenagem, drenagem pluvial, pavimentação, sinalização viária, iluminação pública, redes lógicas, acessibilidade, paisagismo e implantação de faixas exclusivas aos ônibus da Linha Direta.
Novo Inter 2
O Novo Inter 2 integra o Programa de Mobilidade Urbana Sustentável de Curitiba e prevê a requalificação de mais de 38 quilômetros do percurso das linhas de ônibus Inter 2 e Interbairros II, que atendem 181 mil passageiros por dia em 28 bairros da cidade. O projeto visa melhorar a eficiência do transporte coletivo, reduzir o tempo de viagem, ampliar a acessibilidade e modernizar a infraestrutura viária.
Participaram também da vistoria a diretora do Departamento de Pavimentação, Manuela do Amaral Marqueno da Cunha; o diretor-técnico da Unidade Técnico-Administrativa de Gerenciamento (Utag) da Prefeitura, Mário Padovani; os administradores regionais Agostinho Creplive (Cajuru) e José Antônio de Melo Filho (Boqueirão), além de técnicos da Smop.