Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
A trégua nas baixas temperaturas reduziu o número de pessoas em situação de rua que precisaram do acolhimento da Prefeitura de Curitiba na noite desta terça-feira (11/8) e madrugada desta quarta (12/8). Ao todo, 1.613 pessoas passaram a noite protegidas nos abrigos do município. O número é o menor registrado desde domingo (9/8), quando a Fundação de Ação Social (FAS) iniciou mais uma série de ações intensificadas para proteger a população em situação de rua durante a onda de frio.
A medida que reforça o número de equipes das 18h à 1h, é adotada sempre que as temperaturas ficam iguais ou abaixo de 8°C, o que aumenta o risco de hipotermia. Na noite de domingo, foram acolhidas 1.672 pessoas. Na segunda-feira (10/8), o número chegou a 1.675, o maior já registrado pela FAS desde sua criação, em 1993.
“Os números mostram como o frio aumenta a procura pelos serviços de acolhimento. Nosso objetivo é garantir que ninguém fique desprotegido diante das baixas temperaturas, e para isso oferecemos acolhimento, atendimento social e os encaminhamentos necessários para cada situação”, explica o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues.
Em toda a cidade
Durante a noite de terça-feira e a madrugada de quarta, as equipes da FAS fizeram 279 abordagens sociais em toda a cidade. Desse total, 142 foram realizadas a partir de solicitações da população à Central 156, 122 por meio de busca ativa das equipes e 15 após pedidos encaminhados diretamente à fundação.
Das pessoas abordadas, 103 aceitaram o acolhimento e foram encaminhadas para casas de passagem, unidades da rede contratada para pernoite e o apartamento social mantido pela FAS para atendimento emergencial de famílias em situação de desabrigo.
Outras 163 pessoas recusaram o acolhimento. Destas, 106 conversaram com as equipes, mas optaram por permanecer nas ruas. As demais não aceitaram o contato com os educadores sociais. Para aquelas que decidiram ficar nas ruas e estavam com pouco agasalho, foram distribuídos 55 cobertores e 13 mantas térmicas.
Durante as abordagens, além de oferecer vagas de acolhimento, as equipes orientam as pessoas sobre os serviços disponíveis e fazem os encaminhamentos necessários para a rede de proteção social do município.
Das 279 abordagens realizadas, 232 foram feitas a homens e 47 a mulheres. Em 63 chamados recebidos pela Central 156, as equipes foram até os locais indicados, mas não encontraram ninguém.
Entre as pessoas abordadas, quatro foram encaminhadas para unidades de atendimento médico, uma recebeu atendimento do Samu e duas decidiram retornar para suas famílias. Outras seis foram encaminhadas aos Centros de Referência para a População em Situação de Rua (Centros Pop) da FAS.
Atendimento social
Mais do que oferecer alimentação e um local protegido para dormir, a rede de acolhimento do município trabalha para ajudar as pessoas a superar situações de vulnerabilidade. A partir de um acompanhamento individualizado, cada pessoa pode ser encaminhada para diferentes políticas públicas, de acordo com suas necessidades, como emissão de documentos, acesso à saúde, tratamento para dependência química, qualificação profissional e reinserção familiar.
Curitiba conta atualmente com 1.769 vagas de acolhimento distribuídas em 33 unidades próprias e parceiras. Em caso de necessidade, a Prefeitura pode acionar o Plano de Contingência Municipal, com a abertura de abrigos provisórios em espaços públicos ou comunitários.
Avise a Prefeitura
A população também pode contribuir para proteger pessoas em situação de rua durante os dias de frio. Ao identificar alguém exposto às baixas temperaturas, é possível solicitar atendimento pela Central 156, por telefone, site ou aplicativo.
Rotina
Com a elevação das temperaturas prevista a partir desta quarta-feira, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as equipes da FAS retomam a rotina normal de abordagens e acolhimento, com atendimento ininterrupto 24 horas e sem o reforço das ações intensificadas.