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Adeus às drogas

Novo serviço no Base aumenta o número de acolhimentos em comunidades terapêuticas

Tanto a procura quanto a permanência no processo de busca por vagas na rede de acolhimento é espontânea

Novo serviço no Base encaminhou 29 pessoas para comunidades terapêuticas. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

Há pouco mais de um mês passou a ser feita, no Base (Bem-estar, Apoio, Solidariedade e Emprego), a triagem para encaminhamento às Comunidades Terapêuticas Acolhedoras (CTA) das pessoas em situação de rua que querem, voluntariamente, vencer a dependência química. Trinta e uma das 46 pessoas atendidas já foram encaminhadas para a rede conveniada. Quatro delas são mulheres. O Base é uma unidade da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN).

A informação é do diretor do Departamento de Políticas sobre Drogas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), Marlon Cardoso, para quem o resultado inicial mostra a eficiência da proposta. “É mais um ponto de atendimento que a Prefeitura coloca à disposição de quem mais precisa. Está num ambiente que alia alimentação grátis e de qualidade com atendimento social, empregabilidade e atenção em saúde”, argumenta.

O outro de triagem funciona no Centro Intersetorial de Atendimento à População em Situação de Rua, que é mantido pela Fundação de Ação Social (FAS) e fica perto da Rodoferroviária.


Primeiros acolhidos

A procura e a permanência no processo de busca por vagas na rede de acolhimento é espontânea. Assim, dez pessoas entre as 46 atendidas desistiram de dar continuidade ao atendimento. Por outro lado, para terem o mesmo destino que as 31 já encaminhadas para CTAs, cinco aguardam vaga ou estão em processo de regularização de documentos para seguir no propósito de tratar a dependência. Destas, duas são mulheres e três homens. Eles aguardaram no Nova Morada Vida Nova, a unidade da SMDH para moradia assistida e temporária  de quem não tem onde morar e busca reinserção socioeconômica.

O período entre o pedido e a obtenção de vaga demora cinco dias em média. A faixa etária do grupo beneficiado varia de 20 a 60 anos. Os tipos de dependência de que eles querem se livrar também são vários, mas álcool e crack são as drogas de uso mais frequente.

Reabilitação facilitada

O total de atendimentos realizados corresponde à soma de cinco quartas-feiras – o dia da semana em que, pela manhã, a SMDH desloca uma equipe para o local e que registra a presença de 6 a 7 pessoas encaminhadas por semana. No Centro Intersetorial, onde há atendimento duas vezes por semana, o número de encaminhamentos para CTA varia entre 30 e 40 por semana.

Os dois endereços recebem homens e mulheres entre 18 e 59 anos. Eles passam por avaliação da SMDH, que localiza as vagas e encaminha para as CTAs depois que cada um tem resultado negativo nos testes rápidos de sífilis, hepatite, HIV e tuberculose. A testagem é feita por equipes do Consultório na Rua, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), na sala ao lado onde os candidatos à reabilitação são triados pela SMDH.

Este ano, até setembro, 368 pessoas interessadas em vencer a dependência química haviam passado por avaliação, por vontade própria, foram encaminhadas para CTAs.