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Alerta Laranja

Nova lei busca a proteção imediata de crianças vítimas de violência sexual em Curitiba

Nova legislação cria protocolo de resposta rápida na rede municipal de saúde para casos suspeitos ou confirmados de violência sexual contra crianças e adolescentes

O prefeito Eduardo Pimentel sancionou, a Lei do Alerta Laranja. Curitiba, 29/05/2026. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

O prefeito Eduardo Pimentel sancionou, nesta sexta-feira (29/5), a Lei nº 16.742, que institui o Alerta Laranja na rede municipal de saúde de Curitiba. A nova legislação estabelece um protocolo de ação imediata para casos em que profissionais de saúde identifiquem indícios ou a confirmação de violência sexual contra crianças e adolescentes.

De autoria do vereador Fernando Klinger, a lei foi sancionada durante o Maio Laranja, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. A medida busca garantir respostas rápidas e integradas dos órgãos de proteção, reduzindo riscos de reincidência e evitando a ocultação de provas.

“Acabei de sancionar a lei que institui o Alerta Laranja. Se algum profissional da saúde perceber alguma agressão física, sexual ou psicológica a uma criança terá a obrigação de acionar imediatamente o Ministério Público, o Conselho Tutelar, a Delegacia da Criança e os demais órgãos de proteção. É uma ação para proteger o nosso futuro, que são as nossas crianças”, destacou Eduardo Pimentel.

Como funciona

Pela nova legislação, o Alerta Laranja será acionado sempre que um profissional da rede municipal de saúde identificar sinais ou receber confirmação de abuso sexual contra crianças ou adolescentes. A ativação do protocolo determina a notificação obrigatória e imediata ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público, além da emissão de um alerta no sistema informatizado de saúde para que hospitais públicos e privados recebam orientação de atenção especial ao caso.

A lei também prevê o encaminhamento da vítima para atendimento psicológico e médico especializado, acompanhado por responsável legal não suspeito do crime ou por autoridade competente.

Fernando Klinger ressaltou que a medida oferece instrumentos para fortalecer a atuação da Secretaria Municipal da Saúde e aprimorar a comunicação entre os serviços públicos e privados de saúde.

“É uma lei que dará mais instrumentos para as notificações e para a integração entre a rede pública e os hospitais particulares. Esse trabalho conjunto amplia a proteção às crianças e aos adolescentes e fortalece o cuidado com as vítimas”, afirmou o vereador.

Resposta rápida 

Durante a tramitação do projeto, Klinger destacou que o nome Alerta Laranja faz referência direta ao Maio Laranja, campanha nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infantil. Segundo ele, a proposta busca transformar a mobilização em uma ação permanente do poder público.

“O Alerta Laranja é um chamado institucional para que nenhuma suspeita de violência sexual contra crianças e adolescentes fique sem resposta rápida”, defendeu o vereador, ressaltando a importância das primeiras 72 horas após a ocorrência para a preservação de provas e o acolhimento das vítimas.

Dados apresentados durante o debate da proposta mostram a gravidade do problema. Em 2025, o Ministério Público registrou 58.887 notificações de abuso contra crianças em todo o país. Segundo os dados citados durante a discussão da matéria, a maior parte dos crimes ocorre dentro do ambiente familiar.

Presenças

Acompanhara a sanção os secretários Marcelo Fachinello (Governo Municipal), Tatiane Filipak (Saúde) e Carlos Eduardo Pijak Junior (Desenvolvimento Humano); o presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Renan de Oliveira Rodrigues; e o diretor corporativo do Hospital Pequeno Príncipe, José Álvaro da Silva Carneiro.