Texto: Millena do Prado Lechtchechen
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Texto: Millena Lechtchechen, sob supervisão de Themys Cabral
Prefeitura de Curitiba
O agente de combate a endemias Marcelo Prussak encontrou nas crianças a oportunidade de fazer a diferença na prevenção à dengue. Há dois anos, por meio da criação do lúdico, ele materializou o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em um vilão real para os pequenos. “Eu vi uma maquete da Prefeitura e reparei que chamava a atenção das crianças, aí pensei: vou fazer alguma coisa que também chame a atenção para os riscos da dengue. Daí foi bolado o mosquito. Foi sucesso porque ganhou a atenção da criançada e isso fica guardado na memória. Então, eles comentam na escola, em casa e assim otimiza o nosso trabalho”.
Réplicas realistas conquistam a atenção das crianças
Prussak projetou duas réplicas interativas do mosquito Aedes aegypti, correspondentes ao macho e à fêmea da espécie. Construídas em isopor, cobertas com mantas velhas para dar textura e movidas por engrenagens internas, as réplicas batem as asas, mexem a cabeça e até bebem “sangue”.
“Você tem que mostrar o mais realista possível. É assim que a gente consegue orientar, chamando a atenção pro trabalho. Além de passar a informação, passamos credibilidade para eles”, afirmou o agente.
Além dos modelos, Prussak também adaptou um trem elétrico que passa por regiões da cidade que podem estar escondendo o perigo. “A gente colocou na maquete os pontos de foco mais comuns: praça, cemitério, balde, calha, caixa d'água e outros. Colocamos o trem e o túnel em forma de mosquito para chamar a atenção da criançada”, reforçou.
Os protótipos foram um sucesso desde o primeiro momento, mas Prussak guarda na memória uma situação em especial: durante uma visita na Escola Municipal Irmãos Rebouças, as crianças de uma sala tinham grande interesse em tecnologia e ficaram tão fascinadas com a maquete, que passaram a usar os computadores da escola para pesquisar sobre dengue e os tipos de vírus. “Foi gratificante ver a curiosidade delas em saber sobre o mosquito”, destacou.
Por seu jeito único de trabalhar, Prussak foi apelidado entre os colegas do Distrito Sanitário Matriz de Professor Pardal, personagem clássico dos quadrinhos do Tio Patinhas e do Pato Donald, conhecido como o inventor mais famoso de Patópolis. “Se você for fazer um trabalho, procure melhorar ele. Você tem que facilitar o seu dia a dia. Se você for fazer algo, tente fazer o melhor possível”, disse.
Antes de prestar o concurso público, Prussak trabalhava como soldador, habilidade que tornou possível o desenvolvimento dos protótipos. Em 2019, aos 43 anos, ele foi convocado pela Prefeitura e trabalhou no distrito do Pinheirinho, por quatro anos, antes de ser remanejado para a Matriz, onde hoje, aos 50 anos, desenvolve seus engenhos dignos do personagem animado.
Rotina dos agentes
O dia a dia dos agentes se divide em diversas etapas. A primeira é a conscientização, com elaboração de campanhas educativas, reuniões comunitárias e distribuições de panfletos informativos para sensibilizar a população sobre os riscos da dengue, suas causas, sintomas, meios de transmissão e a importância das medidas preventivas.
Os servidores também trabalham ativamente no combate ao mosquito com vistorias e eliminação de criadouros. Para ampliar o impacto, os agentes fazem parcerias com instituições, como escolas e empresas, promovendo ações de combate ao vetor.
Eles são responsáveis ainda pelo monitoramento de casos suspeitos e confirmados da doença por região e auxiliam no encaminhamento médico, quando necessário, para garantir que a população saiba onde buscar tratamento.