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Combate a diabetes

Já disponível a pacientes com diabetes, Prefeitura de Curitiba está preparada para ampliar distribuição da insulina Glargina

Secretaria Municipal da Saúde atende, desde março, 1.335 pacientes com o fármaco, dentro de um projeto-piloto, que também já capacitou equipes para ampliação da oferta gratuita

Kit para aplicação da insulina Glargina: ampola do medicamento, agulha e caneta de aplicação. US Ouvidor Pardinho. Foto: Roberto Couto/Secom

A Prefeitura de Curitiba já disponibiliza gratuitamente a insulina Glargina pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar o acesso ao medicamento à população com diabetes da capital. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) atende, desde março, 1.335 pacientes com o fármaco, dentro de um projeto-piloto do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).

Agora, com a ampliação da oferta anunciada esta semana pelo Ministério da Saúde e da faixa etária atendida, a idade dos idosos foi reduzida de 80 para 70 anos, a expectativa é que o número de beneficiados na capital chegue a 9,7 mil, de forma gradativa, pois vai depender do volume de fármacos liberados pelo Ministério da Saúde.

Durante o projeto-piloto, que incluiu municípios do Paraná, Paraíba, Amapá e Distrito Federal, a distribuição do medicamento contemplava crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2.

A insulina glargina é um medicamento mais moderno (em relação, por exemplo, a NPH), de ação prolongada, que, na maioria dos casos, permite apenas uma aplicação diária como insulina basal, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período.

Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto do Departamento de Atenção Primária da SMS, Alexei Volaco, a insulina Glargina representa uma evolução importante no tratamento. De acordo com o especialista, a iniciativa busca fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, especialmente daqueles que apresentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.

"A insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação", explica Alexei Volaco.

Equipes preparadas

O coordenador da Saúde do Adulto do Departamento de Atenção Primária da SMS lembra  que, durante o projeto-piloto de distribuição da insulina Glargina em Curitiba, profissionais das 109 Unidades de Saúde participaram de uma ampla capacitação. “Médicos, enfermeiros e farmacêuticos foram treinados sobre os novos protocolos clínicos, critérios de indicação, acompanhamento dos pacientes e uso adequado do medicamento, garantindo que a implantação do projeto-piloto ocorresse de forma segura e padronizada em toda a rede”, acrescenta Volaco.

A nota técnica do projeto-piloto determina que pacientes com diabetes tipo 1 já atendidos pelo Sesa continuem a receber o medicamento pelo Estado.

Conjunto de cuidados

O coordenador da Saúde do Adulto do Departamento de Atenção Primária da SMS ressalta, porém, que a medicação faz parte de um conjunto de cuidados indispensáveis para o controle da doença.

"O controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completa Volaco.

Além da oferta do medicamento, os pacientes contemplados pelo programa seguem sendo acompanhados pelas equipes da Atenção Primária da Prefeitura de Curitiba, com avaliação médica e monitoramento multiprofissional para garantir a efetividade do tratamento e promover melhores resultados clínicos.

Diabetes

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares quando não há controle adequado da glicemia.