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Diálogos Urbanos

Ippuc e academia debatem macrotendências de impacto na cidade

A professora do Departamento de Eletrônica da UTFPR, Keiko Veronica Ono Fonseca, fala sobre Cidades Inteligentes, no evento Diálogos Urbanos, do Ippuc . Curitiba, 17/12/2018 Foto:Divulgação

Um grupo de professores das universidades Federal do Paraná (UFPR) e Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) abriram, nesta segunda-feira (17/12), uma série de apresentações e debates sobre as Macrotendências Ambientais, Tecnológicas, Demográficas e Econômicas que impactam na cidade.

O evento, que segue também na tarde desta terça-feira (18/12) no auditório do Ippuc, faz parte do projeto Diálogos Urbanos, de discussão mensal e intercâmbio de conhecimentos sobre o futuro de Curitiba, organizado pela Supervisão de Informações do instituto.

Ao abrir o debate, o assessor da presidência do Ippuc, arquiteto Ricardo Bindo, destacou o trabalho conjunto com as universidades. “A academia e o Ippuc integram a teoria à prática para avançar no planejamento com vistas ao futuro de Curitiba”, explicou Bindo.

A supervisora de Informações do Ippuc, Liana Vallicelli, idealizadora dos Diálogos Urbanos, disse que a ideia dos encontros para falar sobre cidades não é nova, mas as atividades cotidianas têm deixado pouco tempo para esta oportunidade. “A meta é que esses encontros com uma nova dinâmica, mais fluída, mais provocativa, levem à reflexão e ao intercâmbio de conhecimento”, disse Liana.

O tema Cidades Inteligentes abriu o encontro desta segunda, com a apresentação da engenheira eletricista e professora do Departamento de Eletrônica da UTFPR, Keiko Veronica Ono Fonseca. Ela integra o grupo de pesquisa em Cidades Inteligentes da universidade que trabalha de forma sistematizada com os dados abertos da Prefeitura de Curitiba.

“A tecnologia é uma ferramenta que não se encerra em si. Está presente para ajudar”, observou a professora.

Na apresentação, foi destacada a escala de oportunidades na relação com as universidades para traçar estratégias de desenvolvimento. Entre esses pontos está a Internet das Coisas (IOT), da qual fazem parte a telemetria e o processamento de dados coletados em campo; a conectividade por meio de hardwares e a segurança da infraestrutura instalada da rede de Tecnologia de Comunicação e Informação.

Isso se complementa com a Inteligência Artificial (IA), o “aprendizado da máquina” a partir da inserção de um grande volume de dados para os processos de Machine Learning (ML) e Deep Learning e a segurança e privacidade dos dados.

“Robótica e manufatura 4.0, por exemplo, são áreas que dependem de um grande volume de dados. A questão é se temos gente qualificada para trabalhar com isso aqui. Os alunos da UTFPR estão sendo chamados para trabalhar fora do País, porque não têm emprego aqui”, observou Keiko.  

Segundo a professora da UTFPR, na relação entre o contexto atual e as oportunidades, o caminho do investimento da cidade está na internacionalização.  “Para qualquer que seja a solução é necessária infraestrutura e uma boa rede de dados para a conectividade com qualquer lugar do mundo. É preciso dispor de rede lógica segura e operacional e sistemas de energia confiáveis”, completou.

Integração e confiança

Keiko Fonseca destacou que a integração entre a academia, o poder público e a iniciativa privada tem sido muito importante no suporte ao desenvolvimento desses três setores. “É uma interação muito rica, porque o aluno tem a ideia da demanda real da cidade. É muito fácil reclamar do que não funciona quando se está do outro lado do balcão. Grande parte dos funcionários da Prefeitura são altamente comprometidos com a cidade”, observou.

Para ela, a consolidação desse processo de integração passa pelo fortalecimento da confiança e na coesão do trabalho entre as partes (academia, poder público e iniciativa privada) na busca de um objetivo comum para o bem da coletividade.

Ainda nesta segunda-feira, completaram as apresentações as professoras de Ciências da Computação (UTFPR), Nadia Puchalski Kozievitch e Rita Beraldi, que trataram de conectividade. Os professores Michael Mannich e Nelson Luís Dias, do setor de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) falaram da influência das mudanças climáticas no desenvolvimento.

Programação

Nesta terça-feira (18/12), a edição deste mês dos Diálogos Urbanos se encerra com as apresentações dos professores do departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná, Mariano Matos Macedo e Raquel Rangel de Meireles Guimarães sobre as perspectivas de futuro. As palestras começam às 14h30 no auditório do Ippuc.

Esta é a terceira edição do evento realizado pelo Ippuc. Os Diálogos Urbanos foram abertos em 30 de outubro, com o tema Planejamento Urbano, em palestra do arquiteto Clovis Ultramari, professor junto ao programa de pós-graduação em Gestão Urbana da PUCPR. Na segunda edição, em 21 de novembro, a arquiteta Ana Cristina Wollmann Zorning Jayme, diretora de Gestão do Investimento e Captação de Recursos da Secretaria Municipal de Finanças de Curitiba, tratou do tema Repensando a Mobilidade e o Transporte em Curitiba.