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Planejamento urbano

Ippuc avalia soluções de integração da Regional Tatuquara com a cidade

Vistoria técnica na regional percorreu principais gargalos viários para análise

Vistoria técnica percorreu gargalos viários e avaliou novos pontos de conexão entre os bairros. - Na imagem, ligação entre as ruas Melânia Visinioni e Vivaldino Mendes. Foto: Divulgação/IPPUC

Criada há quase 11 anos, a Regional Tatuquara é a mais nova das administrações regionais de Curitiba e uma das mais desafiadoras na sua integração com o restante do município. A área de 4,1 mil hectares reúne os bairros do Tatuquara, Campo do Santana e Caximba, concentra 104 mil moradores e tem a menor densidade demográfica da cidade: 25 habitantes/hectare, contra a média de Curitiba, de 41 habitantes/hectare. Os dados são da publicação Retrato das Regionais, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

O território tem diferentes barreiras de conexão com áreas vizinhas e de acesso viário, como rodovias federais, linhas de transmissão de alta tensão, ferrovias, nascentes, importantes rios e áreas de preservação ambiental. 

“O adensamento tem crescido nos últimos anos e estamos recebendo novos conjuntos habitacionais, o que aumenta a demanda por uma infraestrutura de macromobilidade”, avalia Marcelo Ferraz, administrador regional do Tatuquara.

Avaliar esses desafios foi o objetivo da vistoria técnica realizada pela equipe técnica do Ippuc, nesta quarta-feira (8/7). A regional tem 89% dos domicílios consolidados em casas e uma das maiores áreas verdes per capita, com 120 m² por habitante. As atividades comerciais são concentradas nos atacados de hortifrúti e combustíveis, além de cerâmica para construção civil, mas o comércio do bairro ganha cada vez mais força e diversificação em ruas de alto fluxo de veículos.

Para atender a demanda já instalada e preparar a região para o crescimento populacional, uma vez que mais de 1,3 mil unidades habitacionais estão sendo construídas na área, a administração regional elencou os principais gargalos de mobilidade. Um dos mais urgentes é a ampliação do terminal urbano do Tatuquara. O projeto será encaminhado para análise da Caixa Econômica Federal para aprovação do financiamento e liberação para licitação da obra. 

O aumento do terminal prevê a duplicação do espaço atual para expandir o atendimento do transporte na região sul de Curitiba, com novas conexões troncais e alimentadoras com o Centro, o Terminal Pinheirinho e Terminal CIC, além de linhas com ligação para Fazenda Rio Grande e Araucária.

No sistema viário, a equipe vistoriou pontos de abertura de novas vias, já previstas nas diretrizes de arruamento, e requalificação de pistas para melhoria da segurança viária, como nos cruzamentos da Rua Antônio Zanon e com a Venício Machado, e com a Delegado Bruno de Almeida, no Tatuquara. Também foi verificada as condições de criação de uma conexão entre a Vila Santana e a Vila Rurbana, ligando as ruas Melânia Visinioni e Vivaldino Mendes. A estrada de 200 metros, aberta pelos moradores, corta mais de dois quilômetros do percurso entre as vilas até a Rua da Cidadania do Tatuquara.

“A região precisa de alternativas de mobilidade para superar as barreiras de isolamento, tanto naturais como topografias acidentadas, nascentes e vegetação densa, quanto as urbanas, como rodovias federais, linhas férreas e de transmissão de alta tensão, que exigem parâmetros de segurança para ocupação do entorno”, explica Cléver Almeida, assessor da presidência do Ippuc.