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Saúde

Hospital Evangélico teve 10% a mais no total de repasses do SUS com apoio da Prefeitura

A instituição é responsável por 17% de todos os internamentos realizados na cidade, além de uma série de outros procedimentos clínicos

Um dos maiores hospitais do Paraná, o Hospital Universitário Evangélico de Curitiba recebe diariamente pacientes de Curitiba e de outras regiões do estado para os mais diversos tratamentos de saúde.. Foto: Divulgação/Hospital Evangélico

Um dos maiores hospitais do Paraná, o Hospital Universitário Evangélico de Curitiba recebe diariamente pacientes de Curitiba e de outras regiões do estado para os mais diversos tratamentos de saúde. A instituição é responsável por 17% de todos os internamentos realizados na cidade, além de uma série de outros procedimentos clínicos. E para que o Evangélico continue funcionando plenamente, desde 2013 a Prefeitura Municipal de Curitiba vem buscando ampliar os repasses de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). O volume de recursos repassados ao hospital entre 2013 e 2015 aumentou quase 10% graças aos incentivos para atingir as metas do SUS.

O aporte é significativo considerando-se o período de crise nacional e a redução nas receitas públicas. No mesmo período, os repasses do Ministério da Saúde para a Secretaria de Saúde de Curitiba caíram 7%, passando de R$ 771,2 milhões para R$ 717,2 milhões.

Mensalmente, o Hospital Evangélico realiza em Curitiba cerca de 29 mil consultas – entre especializadas, de urgência e emergência e de outros profissionais – e mais de 30 mil procedimentos de diagnósticos e terapias em ambulatórios.

O secretário municipal da Saúde, César Monte Serrat Titton, salienta a importância de manter o Hospital Evangélico aberto para garantir o funcionamento da rede de saúde como um todo em Curitiba. A instituição responde hoje por 439 leitos ativos em Curitiba e dispõe de diversas especialidades de alta complexidade médica como neurologia, ortopedia, cardiologia, oncologia, nefrologia, além de UTI e o serviço de atendimento a queimados.

“Demos todo o suporte necessário e possível ao hospital nesses quatro anos, inclusive nos momentos de maior crise, que acabou resultando na intervenção da instituição”, comentou o secretário.

Repasses

Em 2013, por exemplo, a Secretaria Municipal da Saúde repassou ao Hospital Evangélico R$ 81 milhões. Nessa época, a instituição atingia em média 75% das metas contratuais com o SUS, e em alguns meses apenas 50%. Dois anos depois, em 2015, o hospital recebeu R$ 89 milhões, um acréscimo de 9,8% na receita líquida da instituição com a ampliação para 100% das metas na maioria dos meses. “A Secretaria apoiou toda a reestruturação do hospital e auxiliou a transição para que ampliassem as metas a serem atingidas e, automaticamente, pudessem obter mais recursos”, comenta Titton.

O secretário explica que uma nova alternativa para ampliar a arrecadação do Hospital Evangélico é a ampliação da oferta de serviços ao SUS em áreas que também são de interesse da Secretaria, em especial na Rede de Urgências e Emergências. Para isso, entretanto, é necessário a habilitação do Ministério da Saúde – que é quem financia tais serviços.

A Secretaria Municipal da Saúde já encaminhou os processos solicitando as habilitações ao Ministério de um centro de trauma tipo III, implantação de 80 novos leitos clínicos de retaguarda para urgências médicas (inclusive leitos pediátricos), além de 40 novos leitos de UTI – 30 adultos e 10 pediátricos. “A habilitação destes serviços representará um aporte de cerca de R$ 24 milhões a mais por ano para o hospital”, enfatiza.

Titton destacou, no entanto, que os problemas enfrentados pelo Hospital Evangélico são antigos e por isso exigem a união de esforços não só da Prefeitura, mas também do Estado e do Governo Federal para garantir a reestruturação da instituição. “As dificuldades que o hospital vem enfrentando começaram há muitas décadas e envolvem desde problemas de gestões antigas até dificuldades relacionadas ao subfinanciamento global do SUS, em especial nas políticas nacionais para atenção especializada e hospitalar frente à progressão que ocorre nos custos dos serviços de saúde", analisa o secretário.